Durante o evento, houve a participação ativa dos estudantes com a exposição de textos de opinião e da apresentação de quadros artísticos produzidos por eles, todos relacionados ao combate à violência de gênero. (Foto: Ascom / SEC) Uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), por meio do Núcleo Territorial de Educação da Bacia do Rio Corrente (NTE 23), mobilizou a comunidade do povoado de Açudina, em Santa Maria da Vitória, na noite de quinta-feira (23), com a realização de uma roda de conversa sobre educação em direitos humanos e enfrentamento à violência contra a mulher no espaço escolar.
O encontro aconteceu no anexo da Escola Rolando Laranjeira e reuniu estudantes, educadores e representantes da rede de proteção. A ação integra o projeto “Escola que Protege e Transforma” e contou com a participação de representantes da Defensoria Pública do Estado da Bahia, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM), da Polícia Civil, entre outras instituições.
A coordenadora pedagógica do NTE 23, Ana Angélica Almeida, ressaltou a importância da iniciativa para a formação dos estudantes. “A escola tem papel essencial na transformação de vidas e precisa enfrentar a discussão sobre a violência contra a mulher. Ao trabalhar esse tema com os adolescentes, ampliamos a compreensão sobre respeito, dignidade e direitos”, avaliou.
Durante o evento, houve a participação ativa dos estudantes com a exposição de textos de opinião e da apresentação de quadros artísticos produzidos por eles, todos relacionados de forma crítica e reflexiva ao combate à violência de gênero. “As atividades desenvolvidas ao longo das últimas semanas mostram que a educação também é caminho para proteger vidas e fortalecer o protagonismo dos estudantes”, destacou a coordenadora.
O estudante Gabriel dos Santos, de 16 anos, avaliou a relevância do debate. “Esse tema precisa ser discutido porque a violência acontece com frequência e muitos ainda não entendem sua gravidade. Estamos formando nosso caráter e os meninos também precisam assumir a responsabilidade no enfrentamento”. Seu colega Artur Oliveira, também de 16 anos, reforçou a importância da prevenção. “Falar sobre isso na escola ajuda a evitar situações de violência e amplia o entendimento de todos sobre como agir diante desses casos”, complementou.
A delegada do NEAM, Maria de Fátima, enfatizou o papel das instituições no processo educativo. “O diálogo nas escolas contribui para conscientizar os adolescentes sobre o combate à violência. No caso da violência de gênero, é fundamental reforçar valores como respeito e cuidado, para que possamos construir uma sociedade mais segura para as mulheres”.




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