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Seagri fortalece cadeia produtiva da mangaba em encontro com municípios da Chapada Diamantina Em Ibicoara, o potencial da mangaba ficou evidente na véspera da reunião. Um dia de campo realizado na comunidade do Cantagalo mostrou a abundância dos campos nativos da fruta na região. (Foto: Tiago Dantas / Seagri)

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) reuniu secretários de Agricultura de 12 municípios da Chapada Diamantina para discutir formas de ampliar o potencial econômico da mangaba para além da comercialização in natura. A proposta do encontro, ocorrido na quarta-feira (13), em Ibicoara, é incentivar o processamento agroindustrial e agregar valor à produção de forma sustentável, podendo ser expandida para outras culturas nativas da região.

O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, ressaltou que o encontro com os gestores municipais consolida uma articulação construída coletivamente. “Estamos despertando nas pessoas a potencialidade que existe nesse lugar”, afirmou. O próximo desafio é viabilizar projetos capazes de transformar esse potencial em renda para os trabalhadores.

Organizado em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem) e a Prefeitura de Ibicoara, o encontro apresentou possibilidades de verticalização da cadeia produtiva, a exemplo da cerveja artesanal, doces, picolés e sorvetes produzidos a partir da mangaba. A iniciativa integra ações da Seagri voltadas ao fortalecimento do agroextrativismo e à geração de renda para produtores rurais.

O encontro contou com uma palestra do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Josué Francisco da Silva Júnior, que apresentou as particularidades da mangaba nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Segundo o pesquisador, as características do fruto em cada ambiente ampliam as possibilidades de uso e aproveitamento.

A Embrapa classifica a mangaba como uma “planta para o futuro”, categoria destinada a frutíferas nativas com potencial nutricional, farmacêutico e científico ainda pouco explorado. “Há uma necessidade de olharmos a mangaba como um produto da sociobiodiversidade que pode gerar alimento e renda para as comunidades”, afirmou Silva Júnior.

Parte desse potencial já movimenta a Chapada. O secretário da Agricultura de Iraquara, Jorge Paulo, participou do encontro em busca de intercâmbio e parcerias para estruturar a cadeia produtiva com foco comercial. Ele contou que as famílias quilombolas do município mantêm a economia local a partir do extrativismo da mangaba e que a comercialização da fruta já gera renda, mas o processamento ainda é reduzido.

Em Ibicoara, o potencial da mangaba ficou evidente na véspera da reunião. Um dia de campo realizado na comunidade do Cantagalo mostrou a abundância dos campos nativos da fruta na região. “Com a equipe da Seagri aqui em campo, a gente só tem a crescer”, disse o secretário da Agricultura de Ibicoara, Nelson Júnior.

Uesb impulsiona setor cafeeiro com laboratório especializado no estudo de grãos de café Além dos insumos, o espaço busca compreender a fisiologia do grão, identificando padrões críticos como o controle de umidade. (Foto: Divulgação / Ascom Uesb)

Na mesa de milhares de brasileiros, o cafezinho já faz parte do cotidiano e da cultura. Mas, para além de ser um companheiro inseparável, essa bebida popular é fruto de um complexo universo de estudos e ciência, que ganha vida em espaços como o Laboratório de Degustação e Classificação de Café da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Na instituição, a ciência une bancada ao campo para fortalecer o desenvolvimento da cafeicultura regional, atuando em toda a cadeia produtiva.

A pesquisa científica nasce no laboratório e se destaca pelo estudo de bioinsumos aplicados à cultura do café. O foco principal dessas investigações está na etapa de desenvolvimento inicial das mudas, buscando soluções biotecnológicas que garantam plantas mais resistentes e produtivas desde o viveiro.

Além dos insumos, o espaço busca compreender a fisiologia do grão, identificando padrões críticos como o controle de umidade. Estudos apontam que índices acima de 12% aumentam drasticamente os riscos de mofo e fermentações indesejadas. Esse conhecimento evita a rejeição de lotes no mercado e garante a competitividade do setor.

Mas esse saber não fica limitado aos muros da Universidade. A aplicação prática dessas descobertas chega ao produtor rural por meio dos projetos de extensão. O conhecimento gerado sobre a biologia e a química do café é traduzido para identificar pontos de melhoria nas áreas de cultivo.

É por meio da extensão que o Laboratório auxilia os agricultores a aprender sobre a classificação rigorosa do grão antes de seu ingresso no mercado, um fator importante para a precificação correta. Assim, o produtor consegue elevar o padrão do produto final, aumentando a rentabilidade de famílias cafeicultoras.

Essas descobertas são compartilhadas com a sociedade pelos projetos “Café: do grão à exportação” e “Café do saber: da lavoura ao sabor da xícara”. Nesses espaços, a ciência sai do laboratório em formato de minicursos de classificação, degustação e padrões de torra. Em 2025, essa ponte entre a pesquisa e a prática alcançou mais de 300 pessoas, incluindo técnicos, grandes produtores e pequenos empreendedores.

O ambiente também é um espaço de aprofundamento de conhecimentos para alunos de graduação e pós-graduação em Agronomia. Atuando como bolsistas e voluntários, eles são os protagonistas desse ciclo de aprendizado contínuo, participando desde os experimentos controlados com biotecnologia em campo até a organização logística de dias de campo e palestras.

Em meio a tantas atividades, o Laboratório de Degustação e Classificação de Café da Uesb garante que o conhecimento produzido no seu dia a dia seja perpetuado por profissionais qualificados, promovendo o fortalecimento econômico e a valorização do grão regional em cada etapa da sua jornada.

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