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Agricultura Familiar amplia mercados e fortalece sua presença na Bahia Farm Show 2026 Durante a feira, os empreendimentos também comercializaram em venda direta mais de R$ 150 mil em produtos, resultado que se soma aos inúmeros contatos comerciais. (Foto: André Frutuôso / CAR)

A Agricultura Familiar da Bahia encerrou sua participação na 20ª edição da Bahia Farm Show consolidando sua presença em um dos mais importantes eventos do agronegócio brasileiro. Entre os dias 9 e 14 de junho, cerca de 200 empreendimentos representados no espaço da Agricultura Familiar apresentaram ao público a diversidade, a qualidade e a capacidade de inovação da produção baiana, fortalecendo marcas, ampliando oportunidades de negócios e conquistando novos mercados.

Durante a feira, os empreendimentos também comercializaram em venda direta mais de R$ 150 mil em produtos, resultado que se soma aos inúmeros contatos comerciais, parcerias e oportunidades de mercado gerados ao longo do evento.

A participação na Bahia Farm Show integra as políticas públicas do Governo da Bahia voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, por meio de ações da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Para a secretária da SDR, Elisabete Costa, a presença da agricultura familiar na feira demonstra a capacidade do segmento de ocupar espaços estratégicos de comercialização e promoção institucional. “A Bahia Farm Show é uma vitrine estratégica para mostrar ao Brasil a força da agricultura familiar baiana. Mais do que comercializar produtos, estamos apresentando um modelo de desenvolvimento que gera renda, promove inclusão produtiva, agrega valor à produção e fortalece a permanência das famílias no campo. Os resultados alcançados nesta edição comprovam que os investimentos realizados pelo Governo do Estado estão ampliando oportunidades e consolidando a agricultura familiar como um dos pilares do desenvolvimento econômico e social da Bahia”, afirmou.

Mais visibilidade

Além das vendas realizadas durante o evento, a participação na maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste proporcionou visibilidade, fortalecimento de marcas e oportunidades de ampliação de mercado para cooperativas, associações e agroindústrias familiares de diferentes territórios baianos.

“Este já é o quinto ano que participamos da feira e percebemos que nossos produtos têm uma ótima aceitação por parte do público. Estar em uma feira tão grande e importante é uma oportunidade valiosa para divulgar nosso trabalho, ampliar mercados e dar visibilidade tanto aos nossos produtos quanto à nossa região”, afirmou Maria Aparecida Araújo, agente de negócios da Associação Comunitária de Pequenos Produtores Rurais de Araci.

Nesta edição, a associação levou uma variedade de produtos artesanais, entre eles doces de umbu, maracujá-do-mato e leite com goiaba, além de paçoca de gergelim e geleias de acerola, hibisco e umbu.

Quem também comemorou os resultados foi Tina Alves, da Tina Delícias Caseiras, de Jaborandi. Segundo ela, o principal ganho da participação foi a oportunidade de apresentar seus produtos a novos consumidores e mercados. “A feira oferece grande visibilidade para os nossos produtos e abre portas para novos mercados. Tivemos clientes comprando produtos para levar para outros estados. Uma pessoa adquiriu biscoitos de castanha de pequi para levar ao Paraná, enquanto outra comprou produtos derivados do buriti para Goiás”, destacou.

Tina também ressaltou a grande procura pelos produtos durante o evento. “Foi uma ótima surpresa ver o nosso sequilho de beterraba esgotado já nos primeiros dias da feira”, pontuou.

Entre os visitantes, a estudante de Engenharia de Alimentos Débora Escobar, de Barreiras, destacou a qualidade dos produtos expostos no espaço da Agricultura Familiar. “Tive interesse em visitar a feira para conhecer os estandes e fiquei muito satisfeita ao perceber o cuidado na produção dos alimentos. Além disso, pude comprovar a excelente qualidade e o sabor dos produtos apresentados”, afirmou.

A participação da Agricultura Familiar na Bahia Farm Show reforça o papel estratégico do segmento na geração de renda, na valorização dos territórios rurais e na promoção de produtos que expressam a riqueza cultural, produtiva e gastronômica da Bahia. Mais do que um espaço de comercialização, a feira se consolida como uma importante vitrine para aproximar agricultores familiares de consumidores, parceiros comerciais e novos mercados.

Brasil e Uruguai reforçam parceria no agronegócio com foco em inovação e comércio Entre os assuntos considerados importantes para o setor estão temas relacionados ao setor leiteiro, as tratativas do acordo entre Mercosul e União Europeia e iniciativas para ampliar o comércio entre os dois países. (Foto: Percio Campos / Mapa

Em meio a discussões sobre integração regional e expansão de mercados no agronegócio sul-americano, Brasil e Uruguai voltaram a alinhar estratégias para fortalecer a cooperação no setor.

Na terça-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O intuito da reunião foi discutir pautas prioritárias do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília.

Ao longo da agenda, os dois países reiteraram o peso da parceria construída ao longo dos anos, marcada por integração regional, por um intenso intercâmbio comercial e pela colaboração técnica contínua. Nesse contexto, André de Paula apontou o Uruguai como um parceiro estratégico para o Brasil em diferentes frentes, enquanto Fratti destacou a importância de os dois países manterem canais permanentes de diálogo e cooperação.

Segundo o ministro brasileiro, o governo acompanha os assuntos apresentados com atenção, levando em conta critérios técnicos e instrumentos legais, em busca de soluções equilibradas que contribuam para o fortalecimento da relação bilateral. Fonte: Brasil 61 – Marquezan Araújo

Conflito no Oriente Médio deve encarecer carnes de frango, suína e ovos No mercado de ovos, há expectativa de equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente se comparado ao período da quaresma do ano passado, quando a procura pelo item estava superaquecida. (Foto: Jonathan Campos / AEN)

Os preços das carnes de ave e suína, além dos ovos, devem aumentar em função da guerra no Oriente Médio. O principal motivo é a elevação dos custos de frete e de embalagens, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O levantamento da entidade indica que o transporte dos alimentos subiu entre 10% e 20%, a depender da rota. A logística de grãos, como milho e soja, usados na nutrição animal, encareceu ainda mais. Já nas embalagens, cujos insumos são importados e têm no petróleo a principal matéria-prima, os reajustes chegam a 30%.

"Somam-se a esses custos as 'taxas de guerra' determinadas pelas empresas armadoras, o maior tempo de trânsito dos navios, entre outros fatores, que se refletem no mercado interno", diz a nota publicada pela associação.

No mercado de ovos, há expectativa de equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente se comparado ao período da quaresma do ano passado, quando a procura pelo item estava superaquecida. Com o crescimento do setor, o abastecimento deve ser garantido, mesmo com o consumo em alta, impulsionado pela substituição de proteínas que ocorre nesta época do ano. Ainda assim, os custos secundários da cadeia também devem se refletir nos preços.

"Frente a esse quadro, é possível que ocorram, nos próximos dias, repasses aos preços para o consumidor, tanto de ovos quanto de carne de frango e carne suína", alerta a associação no documento.

Contenção de danos

Para ajudar a superar as dificuldades, a ABPA pediu que o governo federal coloque em prática um plano emergencial de contenção de danos. A ideia é lançar mão de mecanismos de apoio ao capital de giro das empresas exportadoras.

"Iniciativas semelhantes já foram adotadas pelo governo federal em momentos anteriores de elevada volatilidade internacional, como no âmbito de programas de estímulo ao crédito e à liquidez para setores estratégicos da economia", diz o texto.

Entre as possibilidades que poderiam ser avaliadas, destacam-se: criação ou ampliação de linhas de crédito emergenciais para capital de giro, voltadas a empresas exportadoras de alimentos; alongamento de prazos e flexibilização de condições em operações de financiamento vinculadas ao comércio exterior; disponibilização de linhas de pré-embarque e pós-embarque com condições diferenciadas, por meio de bancos públicos ou instrumentos de fomento às exportações e eventuais mecanismos de mitigação de risco logístico ou financeiro, que contribuam para preservar a competitividade das exportações brasileiras.

Segundo a entidade, o objetivo das medidas é assegurar liquidez temporária às empresas exportadoras, permitindo que o setor mantenha o fluxo regular de embarques enquanto as rotas logísticas internacionais são reorganizadas.   Fonte: Brasil 61

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