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SDE e Mercado Livre discutem ampliação do comércio eletrônico e novas oportunidades A agenda teve como objetivo fortalecer o relacionamento entre o Governo do Estado e a empresa, conhecer os avanços dos investimentos realizados na Bahia. (Foto: Ascom / Divulgação - SDE)

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) realizou visita institucional à Melicidade, escritório central do Mercado Livre, em São Paulo, na última semana. A agenda teve como objetivo fortalecer o relacionamento entre o Governo do Estado e a empresa, conhecer os avanços dos investimentos realizados na Bahia e discutir iniciativas voltadas à ampliação da participação dos empreendedores baianos no comércio eletrônico nacional.

A comitiva da SDE foi liderada pelo secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, que estava acompanhado da assessora da secretaria, Hilna Falcão, e do coordenador de Comércio e Serviço, Válbete Sá. Para o secretário em exercício, a Bahia reúne condições favoráveis para consolidar sua posição como referência no comércio eletrônico brasileiro.

“Temos trabalhado para estimular a transformação digital do comércio baiano, apoiar a inserção das micro e pequenas empresas nos marketplaces e ampliar as vendas para outros estados. A parceria com o Mercado Livre surge como uma oportunidade estratégica para fortalecer esse ecossistema e ampliar a presença dos produtos baianos no mercado nacional, criando novas oportunidades de geração de emprego e renda”, afirmou o secretário.

Durante o encontro, foram apresentadas informações sobre a atuação do Mercado Livre no Brasil, o impacto econômico das operações da empresa na Bahia e estratégias para ampliar a presença de empresários baianos na plataforma, fortalecendo o mercado digital do estado.

Durante a apresentação institucional, representantes da empresa destacaram a importância estratégica da Bahia para as operações logísticas no Nordeste. Atualmente, o estado conta com centros de distribuição em Lauro de Freitas e Simões Filho, estruturas que permitem reduzir prazos de entrega, otimizar rotas e custos logísticos e ampliar a cobertura regional. O Mercado Livre também apresentou os resultados dos investimentos realizados na Bahia, que já contribuíram para a geração de mais de 3.500 empregos diretos e indiretos.

Energia solar impulsiona nova solução sustentável para o semiárido baiano Além disso, seu funcionamento é regido por um sistema inteligente automático, o que proporciona mais eficiência e segurança com menos interferências humanas”, destaca Americano. (Foto: Ilustrativa / Freepik)

A Bahia possui a maior área semiárida do Brasil. Com clima quente e estiagem na maior parte do ano, a região proporciona desafios que podem ser solucionados com a ajuda da ciência. Um bom exemplo está em um sistema modular automático, criado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que esquenta e armazena água. Entre suas utilidades estão o uso doméstico, o auxílio na agricultura familiar e até mesmo na indústria local.

A ideia surgiu de um grupo multidisciplinar que estuda e desenvolve soluções sustentáveis para a região do semiárido baiano. Segundo o professor Marcus Americano da Costa, um dos líderes da equipe, a invenção possibilita que a comunidade local aproveite a energia solar para a geração e armazenamento de água quente, e tratamento de fluidos de maneira distribuída, com mais eficiência e de baixo custo.

“Nosso equipamento pode auxiliar processos da agroindústria, da agricultura familiar e propiciar mais conforto para a população carente. Em breve, poderemos integrá-lo ao dessalinizador modular que também estamos desenvolvendo. Sem o uso de energia poluente, isso permitirá a produção de água doce e limpa a partir da água salobra, riqueza abundante no subsolo daquela região”, garante o pesquisador, que é Doutor em Engenharia de Automação e Sistemas.

Com capacidade para tratar, em média, 40 litros de fluido diariamente a temperaturas que podem ultrapassar 75 ºC por mais de três horas, o protótipo conta com alguns diferenciais. “Sua natureza totalmente desmontável, compactável e transportável, permite fácil e rápida realocação para diferentes ambientes de operação, como pequenas propriedades rurais no semiárido. Além disso, seu funcionamento é regido por um sistema inteligente automático, o que proporciona mais eficiência e segurança com menos interferências humanas”, destaca Americano.

A ideia, que já tem patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), surgiu da pesquisa de mestrado de Bruno Nascimento, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial da Ufba, orientado pelos professores Karen Valverde Pontes e Marcus Americano, que coordenam em parceria uma série de projetos nas áreas de engenharias e energia renovável. Com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), o projeto integra ainda pesquisadores da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected].

Chapada recebe programa de desenvolvimento e nova etapa de pavimentação da BA-245 Programa Avança Chapada reúne Estado, Governo Federal e Sistema FIEB em ações voltadas à infraestrutura, desenvolvimento sustentável, geração de emprego e fortalecimento da economia regional. (Foto: Thuane Maria / GOVBA)

Com foco na integração regional, no fortalecimento da economia e na ampliação da infraestrutura da Chapada Diamantina, o governador Jerônimo Rodrigues participou, nesta sexta-feira (15), em Mucugê, do lançamento do Programa Avança Chapada. Durante a agenda, também foi autorizada a publicação do edital de licitação para pavimentação da rodovia BA-245, no trecho entre o entroncamento da BA-142, em Mucugê, e o distrito de Nova Colina, no município de Boninal. A obra contará com investimento superior a R$ 46,8 milhões e integra o conjunto de ações estruturantes voltadas ao desenvolvimento da região.

Com um dos maiores potenciais turísticos e produtivos da Bahia, a Chapada Diamantina inicia uma nova etapa voltada ao desenvolvimento sustentável da região. Construído em parceria entre o Governo do Estado, o Sistema FIEB e o Governo Federal, por meio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Programa Avança Chapada pretende fortalecer a economia regional, estimular investimentos e ampliar oportunidades para a população dos 24 municípios do território.

Durante a abertura institucional, Jerônimo Rodrigues assinou o Termo de Parceria do Programa e destacou a importância da articulação entre os diferentes entes para potencializar o desenvolvimento regional. “A Chapada tem uma potência econômica, turística e ambiental muito forte. O Avança Chapada chega para planejar e integrar ainda mais os municípios, ouvir as demandas da população e transformar todo esse potencial em desenvolvimento, com geração de emprego, renda e sustentabilidade”, afirmou o governador.

Ao longo de oito meses, o programa realizará atividades presenciais nos municípios de Mucugê, Seabra, Piatã, Morro do Chapéu e Lençóis, envolvendo representantes dos 24 municípios da Chapada Diamantina. A iniciativa prevê escuta ativa dos diversos setores econômicos, como indústria, agroindústria, mineração, energia, turismo e serviços, para definição de prioridades e construção de diretrizes comuns voltadas ao desenvolvimento regional.

A diretora de Turismo do município de Iraquara, Silvânia Nascimento, destacou a expectativa positiva em relação aos impactos do programa. “Acredito que será um grande marco para o turismo da Chapada Diamantina, que deve avançar cada vez mais em relação aos receptivos e à infraestrutura”, afirmou.

A iniciativa também contempla ações de capacitação, estímulo a práticas sustentáveis e estudos sobre novas oportunidades econômicas em áreas como biomassa, biogás e novos produtos, ampliando as possibilidades de crescimento e geração de renda para a população local.

Infraestrutura e saúde

Sobre a obra autorizada, o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, ressaltou os impactos logísticos e econômicos da intervenção. “Já entregamos 18 quilômetros entre Boninal e Nova Colina e agora autorizamos mais 39 quilômetros até a BR-242, formando um corredor de 55 quilômetros que vai transformar a Chapada. Isso significa fortalecer o escoamento da produção, reduzir custos, aumentar a renda das famílias e impulsionar o turismo, com quase 100 quilômetros de economia para quem vem do Planalto Central”, pontuou.

Durante a agenda, o Governo do Estado também contemplou a área da saúde, com a entrega de uma ambulância para reforçar a assistência à população de Mucugê.
Chapada Diamantina ganha programa para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável “Avança Chapada” convoca participação de empresários em encontros em Mucugê, Seabra, Lençóis, Piatã e Morro do Chapéu para construção de agenda estratégica. (Foto: Tadeu Gonçalves)

Território de importantes riquezas naturais e grande potencial de cadeias produtivas, a Chapada Diamantina ganhará novo impulso para o desenvolvimento econômico sustentável neste mês de maio, com a chegada do programa Avança Chapada. A iniciativa será lançada no dia 15 de maio, em Mucugê, e dará início a um ciclo de encontros e entrevistas voltados à escuta e à troca de experiências entre empresários, lideranças, cooperativas e entidades públicas, com foco na construção de uma agenda estratégica produtiva para impulsionar o crescimento da região.

A iniciativa é uma parceria entre o Sistema FIEB e Governo Federal, através da Agência Brasileira deA Desenvolvimento Industrial (ABDI), e será executada ao longo de oito meses, com atividades presenciais em Mucugê, Seabra, Piatã, Morro do Chapéu e Lençóis. O programa pretende mobilizar representantes de diferentes setores econômicos dos 24 municípios da Chapada Diamantina, como indústria, agroindústria, mineração, energia, serviços e turismo, para ouvir demandas, definir prioridades e consolidar diretrizes comuns, valorizando as vocações e potencialidades da região. A iniciativa conta com apoio do Governo Federal, do Governo do Estado da Bahia, da União dos Municípios da Bahia (UPB) e do Consórcio Chapada Forte.

O Avança Chapada busca fortalecer a articulação entre os atores locais e melhorar a capacidade de organização da região, promovendo capacitação e estímulo a práticas sustentáveis. A proposta também prepara a Chapada Diamantina para avançar em inovação, atrair recursos e viabilizar iniciativas estruturantes no território. O  programa prevê ainda a realização de estudos sobre oportunidades em áreas como biomassa, biogás e novos produtos, ajudando a orientar investimentos e ampliar as possibilidades de crescimento.

“O Sistema FIEB tem entre suas principais diretrizes ampliar a presença da indústria no interior e o Programa Avança Chapada chega com o objetivo de reunir todos os atores importantes para o desenvolvimento regional no intuito de levar a presença da indústria, mas sobretudo desenvolvimento para esta região. Nosso papel institucional ao lançar o Avança Chapada é de atuar como agente de mediação entre os vários parceiros para que possamos pensar juntos — estado, municípios, entidades do sistema S e sobretudo os empresários — as soluções que possam contribuir para a promoção desse desenvolvimento de forma que ele seja estruturado e sobretudo sustentável", destaca Carlos Henrique Passos, presidente da FIEB.

Para o presidente da ABDI, Olavo Noleto, a ação representa um avanço na estratégia de desenvolvimento regional baseada em inovação. “O Avança Chapada traduz o compromisso do Governo Federal, através da ABDI, com um modelo de desenvolvimento que valoriza as vocações locais, estimula a inovação e gera impacto direto na vida das pessoas. Estamos conectando capacidades, fortalecendo negócios e criando as bases para um crescimento sustentável e inclusivo na região”, destaca.

Encontros com empresários - O primeiro ciclo de encontros prevê a realização de quatro workshops nos municípios de Mucugê, Morro do Chapéu, Piatã e Seabra, que acontecerão entre 8 e 12 de junho. O foco será a escuta dos atores locais, mapeamento de oportunidades e identificação de demandas da região.

Na sequência, entre julho e agosto, será realizado o segundo ciclo, dedicado à consolidação das propostas e definição dos eixos prioritários que irão orientar as ações do programa. Em outubro, acontece a pactuação do plano de ação, com a formalização de um Pacto pelo Desenvolvimento, acordo que estabelece prioridades, define responsabilidades, organiza a atuação das instituições e cria mecanismos de acompanhamento.

Bioenergia - O Programa Avança Chapada também inclui a realização de estudos voltados à bioenergia, com foco em oportunidades ligadas à biomassa, biogás e biometano. Esse trabalho vai analisar a viabilidade de projetos nesses segmentos, considerando aspectos técnicos, econômicos e regulatórios, para reduzir incertezas e orientar futuros investimentos. A proposta é identificar caminhos para a geração descentralizada de energia, especialmente voltada a pequenos empreendimentos produtivos e à mobilidade sustentável, ampliando as possibilidades de inovação e diversificação das atividades econômicas na Chapada Diamantina.

SERVIÇO

Lançamento do Programa Avança Chapada

Dia: 15 de maio de 2026  

Hora: 14h30  

Local: Colégio Estadual de Tempo Integral de Mucugê

Endereço: Rua Santa Isabel, s/n - Cidade Nova, Mucugê - BA

Embasa celebra 55 anos levando água, saúde e desenvolvimento para a Bahia A cerimônia contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e marcou também o lançamento do novo posicionamento institucional da empresa, alinhado aos desafios contemporâneos do saneamento básico. (Foto: Thuane Maria / GOVBA)

Responsável por ampliar o acesso à água tratada e ao saneamento em centenas de municípios baianos, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) celebrou, nesta segunda-feira (11), 55 anos de atuação reforçando o papel estratégico para a saúde pública, a qualidade de vida e o desenvolvimento da Bahia.

A cerimônia contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e marcou também o lançamento do novo posicionamento institucional da empresa, alinhado aos desafios contemporâneos do saneamento básico. “Quero parabenizar cada servidor e servidora da Embasa que ajuda a construir essa história. Temos um grande desafio pela frente: até 2033, o Brasil precisa garantir água tratada para 99% da população e esgotamento sanitário para 90%. Água e saneamento não são privilégios, são direitos da população”, disse o governador destacando os desafios para a universalização do saneamento básico no país.

Nos últimos anos, a Embasa intensificou os investimentos em infraestrutura hídrica e sanitária em diversas regiões do estado. Entre 2023 e 2026, foram aproximadamente R$ 4,1 bilhões aplicados em obras de ampliação, modernização e implantação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Somente em 2025, o volume chegou a cerca de R$ 1,6 bilhão, o maior do período.

Atualmente, a empresa opera o abastecimento de água em 368 municípios e os serviços de esgotamento sanitário em 122 cidades, atendendo aproximadamente 9,8 milhões de pessoas com água tratada e cerca de 5,1 milhões com esgotamento sanitário.

O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, destacou os investimentos realizados pela companhia e os impactos na geração de emprego e desenvolvimento do estado. “São 55 anos de uma empresa que trabalha para levar água, saneamento e qualidade de vida para a população baiana. Cada investimento realizado melhora a vida das pessoas, gera emprego e fortalece o desenvolvimento da Bahia”, afirmou.

De cara nova!

A celebração também marcou uma nova fase institucional da empresa, com o lançamento da nova identidade visual da Embasa. O reposicionamento acompanha o processo de modernização da companhia, baseado em inovação, sustentabilidade, tecnologia e fortalecimento da agenda ambiental.

Dia Mundial do Café: Chapada Diamantina, Barra do Choça e Barra da Estiva reforça liderança do Nordeste Ainda segundo o Instituto, o café gerou o 4° maior valor da agricultura baiana, com R$4,023 bilhões (8,5% do valor agrícola do estado). (Foto: Divulgação/ Ascom Seagri)

Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café, o Brasil celebra um dos produtos mais consumidos e que faz parte da identidade cultural do país. E a Bahia deverá seguir como um dos principais produtores brasileiros do fruto em 2026, sendo líder no Nordeste e ocupando a quarta posição no ranking nacional, com 227,9 mil toneladas a serem colhidas. O montante corresponde a 5,9% da produção do país, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

Ainda segundo o Instituto, o café gerou o 4° maior valor da agricultura baiana, com R$4,023 bilhões (8,5% do valor agrícola do estado). "As condições favoráveis de clima e solo, aliadas ao trabalho de qualidade e inovação realizado pelos produtores, têm resultado em um café de excelência na Bahia, reconhecido no Brasil e no mundo. A Seagri seguirá atuando para apoiar a cadeia produtiva através de políticas públicas para estimular ainda mais a produção", declara o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis.

Desde 2016, o café canephora ou conilon, originário da África Ocidental e que possui como algumas das características a facilidade na produção e maior resistência a pragas e doenças, tem sido predominante na Bahia e deve representar, este ano, seis de cada dez toneladas do montante a ser colhido (133.055 toneladas). O café arábica, mais refinado e variado em acidez, corpo e sabor, tem estimativa de produção de 94,8 mil toneladas, ou seja, 41,6% do total.

As regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina concentram a maior parte dos 130 municípios que produzem café na Bahia. Com 26,1 mil toneladas, Itamaraju ocupa o primeiro lugar na produção baiana, seguido de Prado, com 22,7 mil toneladas; Barra da Estiva, com 15,6 mil toneladas; Porto Seguro, com 15 mil toneladas; e Barra do Choça, com 14,9 mil toneladas.

Expansão e qualidade

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, a área de planalto na região de Vitória da Conquista é tradicional no café arábica, com forte presença da agricultura familiar. "É uma localidade que se destaca pela resiliência e agora pela busca crescente por certificações de sustentabilidade e através do cooperativismo a agregação de valor", pontua. Já o Extremo Sul é considerado o “pulmão" do café conilon na Bahia devido ao clima quente e úmido, perfeito para a variedade, que tem tido demanda crescente pela indústria de solúveis e blends.

O Oeste baiano também vem se consolidando como um polo emergente na produção de café. A região conquistou, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência para o café arábica, reconhecimento que atesta a qualidade e a origem do produto.

Fatores naturais e tecnológicos explicam esse desempenho: áreas com altitude média de 700 metros, elevada luminosidade, baixa amplitude térmica e solos profundos e variados criam condições ideais para o cultivo. Somam-se a isso os altos níveis de produtividade, impulsionados por sistemas de irrigação e mecanização, voltados à produção em escala e à padronização exigida pelo mercado internacional.

Outra região que também possui o selo IG, na categoria Denominação de Origem, é a Chapada Diamantina. Contribuem para a qualidade do café da localidade características como altitude elevada que alcança 1.300 metros, baixa temperatura e orientação da encosta onde os cafezais são cultivados, combinados com práticas pós-colheita tradicionais. O resultado é um produto com notas sensoriais exclusivas, como acidez cítrica, corpo encorpado e um retrogosto prolongado, que tem despertado a atenção de paladares pelo mundo.

A Bahia ainda possui potencial para expandir o plantio de café para outras regiões. Os estudos de zoneamento (Zarc) no Vale do São Francisco, famoso pelas frutas, mostram potencial para a produção de café conilon irrigado, aproveitando a infraestrutura já existente de canais.

O Baixo Sul e o Recôncavo, com história na produção de cacau, guaraná e borracha, também são áreas favoráveis para o fruto. "Através do plantio do café conilon, os produtores podem diversificar as culturas, incrementar a agrofloresta e mitigar os riscos climáticos e econômicos, aproveitando também a logística portuária", completa Pinheiro Filho.

Políticas públicas

O Governo do Estado, por meio da Seagri, vem atuando na articulação da cadeia produtiva do café em parceria com as câmaras setoriais. As ações envolvem a consolidação de uma rede voltada para a produção de grãos de alto padrão, com investimentos em modernização do sistema produtivo, assistência técnica, infraestrutura de comercialização e fortalecimento das cooperativas. A pasta também coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, responsável pelo processo que já rendeu oito Indicações Geográficas (IGs) a produções na Bahia.

Bahia consolida liderança nacional em energias renováveis com avanços em eólica e solar Estado se destaca no país com alto potencial natural, expansão da capacidade instalada e forte impacto econômico nos municípios. (Foto: Mário Marques - Ascom/SDE)

A Bahia segue consolidando sua posição de destaque no cenário nacional de energias renováveis, impulsionada pelo desempenho expressivo dos setores eólico e solar. Os dados dos Informes Executivos de Eólica e Solar produzidos, neste mês de março, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) apontam que o estado reúne condições naturais estratégicas, aliadas a políticas de incentivo, que sustentam o crescimento contínuo dessas fontes.

Na geração eólica, a Bahia lidera o país, respondendo por cerca de 37% da produção nacional em 2025, avanço significativo em relação aos anos anteriores. O estado conta com 381 usinas em operação e potência outorgada de 11,8 GW, com investimentos estimados em R$ 77 bilhões e geração de aproximadamente 118 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Somente em janeiro de 2026, foram gerados 2.498 GWh, volume suficiente para atender milhões de residências.

De acordo com o secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, o desempenho é impulsionado por um dos principais diferenciais do estado: o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, que garantem alta eficiência operacional dos parques eólicos.

“Já no segmento solar, a Bahia também ocupa posição de liderança no Nordeste, com destaque tanto na geração centralizada quanto na distribuída”, diz. O estado possui 101 usinas em operação e potência outorgada de 2,97 GW, além de ter gerado 397 GWh em janeiro de 2026. A capacidade instalada alcança ainda 2,5 GW na geração distribuída, presente em todos os 417 municípios baianos.

O avanço da energia solar é sustentado pelos elevados níveis de irradiação, superiores a 6 kWh/m² dia, e pela estabilidade climática ao longo do ano. Em 2025, o estado ampliou sua capacidade instalada em cerca de 16% na geração centralizada e 23% na distribuída.

Além do impacto energético, os dois segmentos têm forte relevância econômica. Durante a implantação dos empreendimentos, especialmente no setor eólico, há aumento na arrecadação municipal, sobretudo via ISS, além da geração de empregos e dinamização das economias locais.

Com potencial estimado de centenas de gigawatts para expansão e condições naturais privilegiadas, a Bahia se mantém como referência nacional na transição energética, combinando crescimento econômico, interiorização do desenvolvimento e fortalecimento de uma matriz limpa e sustentável.

Estudantes da rede estadual conquistam medalha de prata em feira científica internacional Além da medalha de prata, as alunas receberam certificados internacionais e terão o projeto publicado na revista oficial do evento, ampliando a visibilidade da produção científica. (Foto: Deivison Trindade/SEC)

Estudantes da rede estadual da Bahia conquistaram medalha de prata na Youth International Science Fair (YISF) 2026, competição mundial que reúne jovens para a apresentação de projetos científicos. Representando o Brasil, as estudantes Vivian de Matos Batista e Anna Beatriz Beltrão Guerreiro Moitinho, o orientador Deivison Trindade dos Santos e a coorientadora Juliane Evangelista Pereira participaram de forma virtual, no dia 31 de março, e foram premiadas na categoria de Ciências Sociais Aplicadas com o projeto “NEI-CEEP: Núcleo de Empreendedorismo e Inovação.”

Organizada pela Indonesian Young Scientist Association (IYSA), a YISF é uma competição e plataforma de avaliação da criatividade, aberta a estudantes e ao público em geral, que incentiva o desenvolvimento de pesquisas produzidas por jovens. O evento aconteceu em formato híbrido, reunindo participantes de diversos países em apresentações avaliadas por especialistas.

A participação das estudantes ocorreu após o credenciamento do projeto na Feira de Ciências e Educação Profissional (FECEP) 2025, ocorrida no município de Catu, o que garantiu à equipe a vaga no evento internacional. Realizado pelas alunas do Módulo I Subsequente do curso técnico em Recursos Humanos do Centro Estadual de Educação Profissional em Controle e Gestão do Nordeste Baiano Pedro Ribeiro Pessoa, o projeto “NEI-CEEP” tem como objetivo fortalecer a formação empreendedora e inovadora dos estudantes da Educação Profissional e Tecnológica, por meio de metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos e design thinking. A iniciativa visou promover o protagonismo juvenil e a integração entre escola, comunidade e setor produtivo, contribuindo para o desenvolvimento de competências alinhadas ao mundo do trabalho.

Para Vivian de Matos, representar a educação pública baiana em um ambiente de intercâmbio científico global foi uma experiência enriquecedora. “Participar da Youth International Science Fair 2026 foi inesquecível para mim. Mesmo sendo um evento on-line, conseguimos sentir a dimensão internacional da feira e a importância do nosso projeto representando o Brasil”, afirmou a estudante.

Durante a feira, os trabalhos foram apresentados a avaliadores internacionais e analisados por categorias. A equipe baiana integrou a área de Ciências Sociais Aplicadas, conquistando a medalha de prata graças ao resultado do desempenho do projeto diante das propostas de diversos países. “Representar o Brasil em uma competição internacional já é, por si só, uma grande responsabilidade, mas também uma oportunidade única de mostrar a força da escola pública e o potencial dos nossos estudantes”, destacou o professor Deivison.

Além da medalha de prata, as alunas receberam certificados internacionais e terão o projeto publicado na revista oficial do evento, ampliando a visibilidade da produção científica desenvolvida na rede estadual da Bahia.

Estudantes desenvolvem chocolate para pessoas com diabetes tipo 2 Iniciativa de jovens cientistas de Ipiaú une cacau, melão-de-são-caetano e sementes de abóbora. (Foto: Ascom/Secti)

O Brasil é o quinto maior mercado de chocolates do mundo. Os dados da consultoria Euromonitor reforçam a tese de que o brasileiro é apaixonado pelo doce que tem no cacau (Theobroma cacao) seu principal ingrediente. Em contrapartida, há uma parcela da população que precisa evitar o consumo de doces por conta de comorbidades, como é o caso dos portadores da diabetes tipo 2.

Pensando uma forma segura e saudável de permitir o consumo de chocolate por pessoas com diabetes, os estudantes Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, localizado no município de Ipiaú, desenvolveram o ChocoMed, que une ingredientes com baixo valor glicêmico.

A proposta, orientada pelo professor Lucas Santos, que é pós-doutor em Educação Científica, surge a partir da integração entre conhecimentos da ciência de alimentos, biotecnologia e saúde, buscando desenvolver um produto alimentício que alie sabor, valor nutricional e benefícios funcionais à saúde humana.

O professor explica que o produto se baseia na utilização de chocolate com alto teor de cacau, aproximadamente 70%, associado a ingredientes naturais com propriedades bioativas, como o melão-de-São-Caetano (Momordica charantia) e sementes de abóbora (curcubita).

“Esses componentes apresentam compostos bioativos que, segundo estudos científicos, podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de fornecer nutrientes importantes ao organismo”, afirma.

Segundo os estudantes, o projeto valoriza uma cultura agrícola tradicional e economicamente significativa na Bahia, que é a cacaueira. “Parte dos ingredientes utilizados, como o cacau, é abundante na região do Médio Rio das Contas, o que fortalece a proposta de valorização territorial. Além disso, foram explorados ingredientes alternativos com potencial funcional, ampliando o valor nutricional do produto”, dizem.

A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, conta com parceria da Escola de Pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), fortalecendo o vínculo entre universidade e escola na formação de jovens cientistas.

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected].

Guanambi e Vitoria da Conquista recebem selo UTI Eficiente A participação da Bahia nesse programa permite que as equipes de saúde comparem seu desempenho com padrões nacionais e internacionais. (Foto: Leonardo Rattes / Saúde GovBA)

A Bahia ganhou projeção nacional na assistência em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com o resultado da mais recente premiação promovida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em parceria com a Epimed Solutions. Ao todo, sete hospitais da rede pública estadual foram certificados por alcançar excelência nos resultados assistenciais, aliando alta qualidade clínica à eficiência no uso de recursos.

O selo, que reconhece as UTIs que se destacam no cenário brasileiro, avalia indicadores rigorosos, como a mortalidade ajustada ao risco dos pacientes atendidos, parâmetro que permite mensurar o desempenho clínico das unidades, e a utilização de recursos assistenciais, com destaque para o tempo de permanência na UTI ajustado à gravidade dos casos.

Foram contemplados com o selo UTI Top Performer os hospitais Ana Nery, Geral Roberto Santos e do Oeste. Já os hospitais do Subúrbio, Ortopédico do Estado da Bahia, Geral de Guanambi e Geral de Vitória da Conquista receberam o selo UTI Eficiente. O Hospital Ana Nery também conquistou o selo UTI Cardiológica Eficiente.

A premiação utiliza o sistema Epimed Monitor, considerado o maior banco de dados epidemiológicos de UTIs do mundo. A participação da Bahia nesse programa permite que as equipes de saúde comparem seu desempenho com padrões nacionais e internacionais, promovendo uma cultura de melhoria contínua e segurança do paciente.

“O resultado comprova que investir em infraestrutura, capacitação e monitoramento de indicadores faz diferença na vida das pessoas. A Bahia mostra que é possível oferecer cuidado intensivo de excelência no SUS, com compromisso e responsabilidade”, ressalta a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

A análise da secretária se dá, também, com base na evolução dos indicadores do Serviço Estadual de Regulação. Em 2022, 49% dos pacientes regulados conseguiram vaga em até 24 horas, enquanto em 2025 o índice subiu para 71%. Quando se considera o atendimento da solicitação em até 48 horas, o número saltou de 71% em 2022 para 81% em 2025. Diariamente, entre 800 e 900 pacientes deixam o sistema de regulação.

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