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Unidade de conservação ambiental é criada A recomendação apontou o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) como parâmetro mínimo de proteção para a Serra da Chapadinha. (Foto: Divulgação / Ascom Inema)

Uma nova unidade de conservação foi criada na Bahia, no último dia 31, pelo Estado. O Refúgio de Vida Silvestre Serra da Chapadinha abrange áreas dos municípios de Itaeté, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, na Chapada Diamantina. Ele foi instituído pelo Decreto Estadual nº 24.778/2026 e tem como objetivo a conservação de ecossistemas naturais, da biodiversidade, dos recursos hídricos e da paisagem da região.

A criação da unidade atende a recomendação conjunta expedida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e pelo Ministério Público Federal (MPF), resultado de uma atuação articulada que reuniu, no âmbito do MPBA, as Promotorias de Justiça Especializadas em Meio Ambiente do Alto e Médio Paraguaçu, por meio dos promotores de Justiça Alan Cedraz e Thyego de Oliveira Matos, com o apoio do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama), por meio de seu coordenador, o promotor de Justiça Augusto César Carvalho de Matos, e, no âmbito do MPF, a atuação do procurador da República Ramiro Rockenbach.

Em maio deste ano, os Ministérios Públicos recomendaram ao Estado da Bahia que conferisse tratamento prioritário à conclusão do processo administrativo de criação da unidade e adotasse categoria de proteção integral compatível com os atributos ambientais identificados na região. A recomendação apontou o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) como parâmetro mínimo de proteção para a Serra da Chapadinha.

A atuação ministerial foi fundamentada em estudos e informações técnicas que evidenciaram a elevada relevância ecológica, hídrica, paisagística, arqueológica e socioterritorial da Serra da Chapadinha, incluindo a presença de espécies raras e ameaçadas de extinção, extensa cobertura de vegetação nativa preservada e a importância estratégica da área para os recursos hídricos associados à bacia do Rio Paraguaçu e à sub-bacia do Rio Una. As apurações também apontaram pressões fundiárias, minerárias, imobiliárias e outras intervenções com potencial de degradação ambiental, reforçando a necessidade de proteção específica do território.

A atuação conjunta do MPBA e do MPF envolveu o acompanhamento do processo de criação da unidade, a análise de estudos e informações técnicas, reuniões e interlocução com órgãos públicos e instituições especializadas, além do diálogo com comunidades locais e representantes da sociedade civil. Em junho de 2024, audiência pública realizada no âmbito da atuação ministerial reuniu órgãos públicos, instituições técnicas, entidades da sociedade civil, moradores e comunidades locais para discutir a proteção da Serra da Chapadinha.

Com o decreto, o local passa a contar com uma Unidade de Conservação de Proteção Integral destinada, entre outros objetivos, à proteção de ambientes naturais essenciais à fauna e à flora, à conservação dos recursos hídricos e dos ecossistemas naturais e à manutenção da conectividade entre remanescentes de vegetação nativa e outras áreas protegidas.

Caminhada ecológica marca abertura da Semana do Meio Ambiente

  • Por: Redação Sertão Hoje
Caminhada ecológica marca abertura da Semana do Meio Ambiente A programação seguirá nos próximos dias com palestras, atividades educativas, ações de plantio e outras iniciativas voltadas à preservação ambiental. (Foto: Ascom / Pref. de Guanambi)

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guanambi deu início, nesta segunda-feira (01), à programação da Semana do Meio Ambiente, que segue até o dia 10 de junho. As atividades incluem ações de conscientização, educação ambiental e mobilização comunitária.

De acordo com a gestão municipal, a abertura ocorreu no distrito de Ceraíma, com a realização de uma caminhada ecológica de sensibilização na Escola Agrícola. A atividade reuniu estudantes, professores e moradores da comunidade em momentos de reflexão sobre a preservação dos recursos naturais e a importância do cuidado com o meio ambiente.

Durante a programação, foram distribuídas mudas de árvores nativas, com o objetivo de incentivar o reflorestamento e a valorização da flora local. A ação contou ainda com a participação de parceiros da Secretaria, incluindo a Cootaeg, que apresentou os mascotes da coleta seletiva, contribuindo para a conscientização ambiental de forma educativa.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também destacou a parceria com a Secretaria Municipal de Educação, responsável pelo apoio logístico, como transporte e alimentação dos participantes. A abertura contou ainda com a apresentação da Banda Marcial da Escola CPM Professora Josefina Teixeira de Azevedo.

Segundo a organização, a Semana do Meio Ambiente busca fortalecer a consciência ecológica da população e incentivar práticas sustentáveis no município. A programação seguirá nos próximos dias com palestras, atividades educativas, ações de plantio e outras iniciativas voltadas à preservação ambiental. Fonte: Pref. de Guanambi

RHI Magnesita reforça compromisso com a biodiversidade

  • Por: RHI Magnesita
RHI Magnesita reforça compromisso com a biodiversidade Ação em parceria com o CETAS de Vitória da Conquista reforça a conservação da biodiversidade no sertão baiano. (Foto: Divulgação / RHI Magnesita)

A RHI Magnesita, líder global em soluções refratárias, realizou, a soltura de mais de 170 animais silvestres na Serra das Éguas, em Brumado (BA), em parceria com o CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) de Vitória da Conquista, vinculado à SEMMA (Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Vitória da Conquista). A ação integra o Programa de Salvamento e Preservação da Fauna da companhia, iniciativa estruturada para mitigar impactos ambientais e contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas locais.

Ao todo, foram reintroduzidos animais de 21 espécies, entre aves e répteis, incluindo azulão (Cyanoloxia brissonii), trinca-ferro (Saltator similis), canário-da-terra (Sicalis flaveola), além de iguana (Iguana iguana) e jiboia (Boa constrictor).

“Nosso compromisso com a preservação da fauna vai além da proteção das áreas onde atuamos. Além de mitigar impactos, trabalhamos de forma estruturada para apoiar a recuperação de espécies e garantir que esses animais encontrem um ambiente seguro para retornar à natureza. A Serra das Éguas é um exemplo concreto de como a conservação pode caminhar junto com a atividade industrial, gerando valor ambiental e social para o território”, afirma Carlos Eduardo Souza, gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita.

A parceria entre a companhia e o Centro de Triagem de Animais Silvestres tem contribuído para ampliar as ações de conservação e reintegração de animais silvestres à natureza. Devido à sua extensa área preservada e à presença de vegetação nativa e nascentes, a Serra das Éguas é considerada uma área estratégica para soltura de animais silvestres.

“Nossa interlocução com o corpo técnico da RHI Magnesita, comprometido e envolvido com as diretrizes ambientais, facilita, com responsabilidade, todo o processo de acesso, deslocamento e acompanhamento às áreas de soltura mais adequadas para cada espécie”, afirma Aderbal Azevedo Alves, coordenador do CETAS de Vitória da Conquista (BA).

O CETAS desempenha papel fundamental na conservação da fauna, atuando na reabilitação e reintegração de animais resgatados, muitos deles vítimas do tráfico de animais silvestres, ao habitat natural. Nesse contexto, a Serra das Éguas funciona como um importante refúgio para esses animais, tendo recebido cerca de 400 espécimes nos últimos quatro anos.

Localizada em Brumado (BA), a Serra das Éguas abriga a unidade da RHI Magnesita e funciona como um berço para animais resgatados. Atualmente, a companhia mantém cerca de 6 mil hectares de vegetação nativa preservada na região, o equivalente a aproximadamente 70% de sua área local, criando condições concretas para a conservação da biodiversidade e a continuidade das interações ecológicas.

O Programa de Salvamento e Preservação da Fauna é um dos pilares da atuação ambiental da empresa. A iniciativa busca reduzir impactos sobre as comunidades biológicas e contribuir para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. Como parte dessa estratégia, a RHI Magnesita também mantém equipes dedicadas à proteção do entorno, com atuação no combate à caça ilegal e ao tráfico de espécies.

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