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Prefeitura inicia campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos

  • Por: Redação Sertão Hoje
Prefeitura inicia campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos A campanha tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal entre cães e gatos e contribuir para o controle da circulação do vírus. (Foto: Ascom / Pref. de Jequié)

A Prefeitura de Jequié, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciará na segunda-feira (13) a campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos. A ação será realizada pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica e seguirá até o mês de agosto, com atendimento em bairros da sede e localidades da zona rural.

A vacinação será oferecida gratuitamente em Unidades de Saúde da Família (USF) e Centros de Saúde, contemplando bairros como Jequiezinho, Centro, Joaquim Romão, Mandacaru, Amaralina, Cachoeirinha, Cidade Nova, Curral Novo, Cansanção, Itaigara, KM 3, KM 4, Caixa D'Água, Alto da Pedreira, Alto da Bela Vista, São Judas Tadeu, Inocoop, Água Branca e Espírito Santo, entre outros. Os atendimentos ocorrerão das 8h às 14h, conforme cronograma divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacinação antirrábica é uma das principais estratégias de prevenção da raiva, doença que pode afetar mamíferos e ser transmitida aos seres humanos. A campanha tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal entre cães e gatos e contribuir para o controle da circulação do vírus. Fonte: Pref. de Jequié

Bahia mantém vigilância ativa para hantavirose e não há registro recente da doença no estado Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, geralmente após um período de incubação que varia de uma a oito semanas após a exposição. (Foto: Ilustrativa / Freepík)

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), acompanha o cenário epidemiológico da hantavirose no Brasil e no exterior, especialmente após o evento internacional envolvendo o vírus Andes. Até o momento, não há registro de surto da doença na Bahia, e o último caso confirmado de hantavirose com Local Provável de Infecção (LPI) no estado ocorreu em 2004, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.

O monitoramento é realizado de forma integrada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), garantindo a verificação e avaliação de rumores, além da notificação, investigação e resposta oportuna diante de eventuais casos suspeitos.

Segundo a vigilância estadual, a hantavirose é uma zoonose viral aguda rara no Brasil, geralmente associada à exposição à urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais, periurbanas ou ambientes com infestação. A Suvisa destaca que não há evidência de circulação sustentada da doença na Bahia e que o Ministério da Saúde não registra circulação do vírus Andes no Brasil, mesmo diante do episódio internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro.

A orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas simples, como evitar contato com urina, fezes e saliva de roedores, proteger alimentos e caixas d’água, vedar frestas e acessos que favoreçam a entrada desses animais e higienizar adequadamente ambientes fechados por longos períodos. Locais com sinais de roedores devem ser ventilados antes da limpeza, evitando varrição a seco, para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o evento internacional relacionado ao navio não representa, até o momento, impacto direto para o Brasil, e os casos confirmados no país não têm relação com a situação monitorada internacionalmente. A transmissão entre pessoas é considerada incomum e, até o momento, foi documentada apenas em situações associadas ao vírus Andes, geralmente envolvendo contato próximo e prolongado com pessoas sintomáticas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as infecções por hantavírus como relativamente incomuns, embora reconheça que a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, forma predominante nas Américas, pode evoluir com gravidade e elevada letalidade. A prevenção depende principalmente da redução da exposição a roedores e da adoção de cuidados na limpeza de ambientes potencialmente contaminados.

Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, geralmente após um período de incubação que varia de uma a oito semanas após a exposição. Em quadros graves, a doença pode evoluir rapidamente para tosse, falta de ar, insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular, exigindo atendimento hospitalar imediato.

A Suvisa reforça que todo caso suspeito de hantavirose deve ser notificado e investigado imediatamente, conforme os protocolos nacionais de vigilância epidemiológica. A doença é de notificação compulsória imediata, em até 24 horas. A informação qualificada, a vigilância ativa e as medidas de prevenção seguem como as principais estratégias para evitar desinformação, alarmismo e exposição desnecessária da população.

Bahia publica estudo sobre óbitos por Febre Oropouche em revista do CDC Atualmente a Bahia registra 984 casos da Febre Oropouche. (Foto: Reprodução / Ascom Sesab)

Técnicos da vigilância da Secretaria da Saúde (Sesab) publicaram um estudo no periódico Emerging Infectious Diseases do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. O artigo aborda dois casos fatais de Febre Oropouche ocorridos em 2024 em pacientes jovens, sem comorbidades, residentes em Valença e Camamu.

A investigação foi conduzida pela equipe da vigilância epidemiológica da Sesab, que detalhou a rápida evolução dos sintomas nos dois casos, culminando em óbito em menos de uma semana. O vírus Oropouche, uma arbovirose de importância crescente na América do Sul, foi detectado em ambas as pacientes por meio de análises metagenômicas e exames laboratoriais rigorosos.

De acordo com a diretora de vigilância epidemiológica, Márcia São Pedro, a confirmação dos óbitos foi realizada após um processo criterioso, com entrevistas domiciliares e análises detalhadas dos prontuários médicos, além de contato direto com as equipes de saúde que atenderam as pacientes. “O artigo reafirma o trabalho contínuo que temos realizado em conjunto com o Ministério da Saúde no monitoramento de casos e investigação epidemiológica de doenças emergentes”, afirmou São Pedro.

O estudo também contribui para ampliar o entendimento sobre a epidemiologia do vírus Oropouche, especialmente fora de regiões tradicionalmente endêmicas. Além disso, reforça a necessidade de vigilância intensificada para doenças negligenciadas como essa, que pode causar graves complicações de saúde.

A secretária da saúde, Roberta Santana, declarou: “a publicação desse estudo ressalta nosso compromisso em acompanhar e investigar profundamente cada caso de doenças emergentes que afetam a população baiana, buscando sempre maior compreensão científica e melhor resposta ao cenário epidemiológico”.

Atualmente a Bahia registra 984 casos da Febre Oropouche. O artigo completo pode ser acessado em https://wwwnc.cdc.gov/eid/article/30/11/24-1132_article

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