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Projeto Comunidades Sustentáveis retoma ações de educação ambiental na zona rural Atividades realizadas em quatro comunidades abordaram a preservação dos recursos naturais, os impactos da estiagem e os desafios ambientais do Semiárido. (Foto: Ascom / Pref. de Brumado)

O Projeto Comunidades Sustentáveis retomou suas atividades nos dias 10 e 11 de outubro, com ações de educação ambiental nas comunidades de Lagoa do Acento, Tanquinho, Lameiro e Lagoa da Pedra, localizadas na zona rural de Brumado. Os encontros abordaram a preservação dos recursos naturais, os efeitos da estiagem e os principais desafios ambientais enfrentados pelos moradores.

A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEMAR), por meio do Departamento de Meio Ambiente (DMAM) e da Divisão de Educação Ambiental (DIEDAM), em conformidade com a legislação ambiental vigente.

As atividades seguem os princípios da pedagogia libertadora de Paulo Freire, com a realização de diálogos, trabalhos em grupo e troca de experiências. A metodologia busca valorizar os conhecimentos dos moradores e relacioná-los às questões ambientais presentes na realidade local.

Nas comunidades de Lagoa do Acento, Tanquinho e localidades adjacentes, as discussões se concentraram nos impactos do desmatamento, das queimadas, do descarte irregular de resíduos e da poluição de rios e aguadas. Os participantes também discutiram medidas para a conservação da água, do solo e da fauna.

Já nos encontros realizados no Lameiro e em Lagoa da Pedra, o tema central foi o ciclo da água no Semiárido. Os moradores relataram dificuldades relacionadas à irregularidade das chuvas e aos períodos prolongados de estiagem, que afetam o plantio e a formação de pastagens. Também foram abordados fenômenos climáticos, como o El Niño, e as alterações observadas no regime de chuvas.

As ações têm como objetivo aproximar a educação ambiental do cotidiano das comunidades rurais, incentivando práticas de preservação e o uso consciente dos recursos naturais. A iniciativa também busca ampliar a discussão sobre alternativas para enfrentar os efeitos da seca e promover a sustentabilidade na região.

Energia solar impulsiona nova solução sustentável para o semiárido baiano Além disso, seu funcionamento é regido por um sistema inteligente automático, o que proporciona mais eficiência e segurança com menos interferências humanas”, destaca Americano. (Foto: Ilustrativa / Freepik)

A Bahia possui a maior área semiárida do Brasil. Com clima quente e estiagem na maior parte do ano, a região proporciona desafios que podem ser solucionados com a ajuda da ciência. Um bom exemplo está em um sistema modular automático, criado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que esquenta e armazena água. Entre suas utilidades estão o uso doméstico, o auxílio na agricultura familiar e até mesmo na indústria local.

A ideia surgiu de um grupo multidisciplinar que estuda e desenvolve soluções sustentáveis para a região do semiárido baiano. Segundo o professor Marcus Americano da Costa, um dos líderes da equipe, a invenção possibilita que a comunidade local aproveite a energia solar para a geração e armazenamento de água quente, e tratamento de fluidos de maneira distribuída, com mais eficiência e de baixo custo.

“Nosso equipamento pode auxiliar processos da agroindústria, da agricultura familiar e propiciar mais conforto para a população carente. Em breve, poderemos integrá-lo ao dessalinizador modular que também estamos desenvolvendo. Sem o uso de energia poluente, isso permitirá a produção de água doce e limpa a partir da água salobra, riqueza abundante no subsolo daquela região”, garante o pesquisador, que é Doutor em Engenharia de Automação e Sistemas.

Com capacidade para tratar, em média, 40 litros de fluido diariamente a temperaturas que podem ultrapassar 75 ºC por mais de três horas, o protótipo conta com alguns diferenciais. “Sua natureza totalmente desmontável, compactável e transportável, permite fácil e rápida realocação para diferentes ambientes de operação, como pequenas propriedades rurais no semiárido. Além disso, seu funcionamento é regido por um sistema inteligente automático, o que proporciona mais eficiência e segurança com menos interferências humanas”, destaca Americano.

A ideia, que já tem patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), surgiu da pesquisa de mestrado de Bruno Nascimento, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial da Ufba, orientado pelos professores Karen Valverde Pontes e Marcus Americano, que coordenam em parceria uma série de projetos nas áreas de engenharias e energia renovável. Com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), o projeto integra ainda pesquisadores da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected].

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