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Inema reforça combate ao transporte ilegal de animais após apreensão de ouriços africanos A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira (14), durante abordagem a um ônibus interestadual no km 760 da rodovia, no âmbito da Operação Conatus. (Foto: Ascom / Reprodução - CETAS)

Quatro ouriços pigmeus africanos apreendidos durante fiscalização na BR-116, no município de Poções, Sudoeste da Bahia, estão sob cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Vitória da Conquista, unidade administrada pela prefeitura do município e que dá apoio as ações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), na região Oeste da Bahia. Os animais, considerados exóticos e submetidos a controle rigoroso pela legislação ambiental, foram encontrados sem documentação e passam por avaliação clínica enquanto aguardam definição de destinação legal.

A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira (14), durante abordagem a um ônibus interestadual no km 760 da rodovia, no âmbito da Operação Conatus. No bagageiro do veículo, que fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Sobral (CE), foram localizados dois casais de ouriços acondicionados em condições inadequadas, sem comprovação de origem ou autorização para transporte. Segundo informações levantadas pela PRF, os animais tiveram origem no estado do Paraná e seriam levados ao Ceará.

Por se tratarem de animais exóticos, a legislação ambiental exige a apresentação de nota fiscal, declaração de origem emitida por criadouros credenciados e regularizados, além de identificação individual por microchip e comprovação de esterilização. A ausência desses requisitos caracteriza irregularidade e impede a rastreabilidade dos espécimes. O responsável pela ocorrência está sujeito à multa de R$ 2.600,00 por introduzir espécimes de animais exóticos fora de sua área de distribuição natural sem anuência da autoridade ambiental competente.

Após a apreensão, os animais foram encaminhados ao CETAS, onde permanecem sob monitoramento. O transporte até a unidade foi realizado pela própria PRF. O procedimento administrativo relacionado ao caso é conduzido pelo Inema, responsável pela apuração e adoção das medidas cabíveis conforme a legislação vigente.

No centro, os ouriços recebem alimentação e cuidados adequados à espécie. Segundo o médico veterinário e coordenador da unidade, Aderbal Azevedo, os animais estão sendo assistidos desde a chegada.

“Os ouriços foram encaminhados pela PRF diretamente ao CETAS, onde permanecem sob cuidados até a definição da destinação legal. Neste período, recebem água e alimentação compatível com a espécie, incluindo ração, frutas frescas e insetos específicos da dieta”, explicou.

Atendimento e resgate de fauna

O Inema também realiza atendimento à população em ocorrências envolvendo animais silvestres. Situações como encontro de animais feridos, fora de seu habitat natural ou entregas voluntárias podem ser comunicadas por meio do Disque Resgate, pelo número (71) 99661-3998.

O transporte e a comercialização de animais sem autorização podem gerar impactos à fauna, como riscos sanitários, maus-tratos e a introdução de espécies fora de seus habitats naturais. A atuação integrada entre fiscalização e gestão ambiental busca coibir essas práticas e assegurar o cumprimento da legislação.

Canetas de emagrecimento ilegais e iPhones são apreendidos pela PRF em ônibus na BR-116 Mercadoria sem nota fiscal incluía iPhones, tablets, cigarros eletrônicos e medicamentos de origem estrangeira. (Foto: Ascom / PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde desta segunda-feira (13), uma carga irregular de eletrônicos e produtos proibidos durante fiscalização no km 677 da BR-116, no município de Jequié (BA). A ação ocorreu durante abordagem a um ônibus interestadual que fazia a linha São Paulo (SP) x Patos (PB).

Durante vistoria no compartimento de bagagens, os policiais localizaram caixas contendo diversos aparelhos eletrônicos, entre eles 41 celulares iPhone, três celulares da marca Redmi/Xiaomi, um aparelho da marca Pacco, além de três tablets Redmi e quatro tablets iPad. Ao ser questionado, o motorista informou não possuir notas fiscais da mercadoria.

Na mesma carga, também foram encontrados 30 cigarros eletrônicos (vapers), cuja comercialização é proibida no Brasil, além de 15 ampolas de medicamentos para emagrecimento de origem estrangeira, com importação não autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O motorista informou que os volumes seriam entregues no município de São José do Belmonte (PE). Diante dos fatos, toda a mercadoria foi apreendida e encaminhada à Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista (BA), para adoção das medidas cabíveis.

Operação Artemis da FICCO Bahia alcança 75 criminosos na sua 3ª fase As capturas tiveram como foco indivíduos procurados pela prática de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos majorados, tráfico de drogas e organização criminosa. (Foto: Divulgação/ Ascom SSP)

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em conjunto com forças estaduais e federais da Bahia e de outros estados da Federação, deflagrou mais uma fase da Operação Artemis, resultando na captura de 75 (setenta e cinco) criminosos de alta periculosidade. Trata-se de uma ação continuada, com o objetivo estratégico de localizar e capturar foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, especialmente aqueles vinculados a facções criminosas com atuação no estado da Bahia.

As ações operacionais e de inteligência foram desenvolvidas entre os meses de fevereiro e abril de 2026 e resultaram do trabalho integrado de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, coordenadas entre as forças policiais que compõem a FICCO/BA, com apoio de FICCOs de outros estados. Esse modelo de atuação conjunta permitiu elevar a eficiência das operações e ampliar o alcance das ações de captura.

As prisões ocorreram em diversos municípios baianos, entre eles Salvador, Feira de Santana, Jequié, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Itapetinga, Ipiaú, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé e Alagoinhas. Houve, ainda, ações bem-sucedidas em outros estados da Federação, com prisões realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins, evidenciando a capilaridade e a articulação interestadual da operação.

Observa-se que integrantes de facções criminosas, especialmente lideranças com elevado grau de periculosidade, frequentemente se evadem para outros estados na tentativa de frustrar a atuação policial. Mesmo à distância, continuam a ordenar crimes violentos e a exercer controle sobre o tráfico de drogas e armas. Diante desse cenário, foram desencadeadas ações específicas voltadas à localização e captura desses indivíduos fora do território baiano.

Destacam-se, ainda, prisões internacionais de foragidos da Justiça baiana. Criminosos de alta periculosidade que acreditavam estar fora do alcance da persecução penal foram localizados em outros países por meio de ações integradas realizadas fora do Brasil, especialmente na Bolívia. Essas operações demonstram o alcance da cooperação policial internacional e a capacidade de articulação das forças que integram a FICCO/BA.

As capturas tiveram como foco indivíduos procurados pela prática de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos majorados, tráfico de drogas e organização criminosa, reforçando o compromisso permanente das instituições de segurança pública com a retirada de circulação de criminosos violentos e com a redução dos índices de criminalidade.

Cada mandado de prisão cumprido representa o resultado de uma investigação qualificada, devidamente instruída com elementos probatórios suficientes para o convencimento do Poder Judiciário e a consequente decretação da privação da liberdade do investigado, prevenindo a reiteração criminosa. A integração das forças policiais em ações operacionais, de inteligência e investigativas revela-se indispensável para a efetividade do enfrentamento ao crime violento e organizado.

A FICCO Bahia é atualmente composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia, constituindo um modelo exitoso de cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado.

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