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  • 27 / Mai / 2026 - 11:17

4ª Ecofeira reúne escolas e comunidade em programação ambiental

  • Por: Redação Sertão Hoje
4ª Ecofeira reúne escolas e comunidade em programação ambiental Também está previsto fórum sobre o sistema e-EGAC, voltado à solicitação de licenças ambientais, e encontro com moradores de localidades do município. (Foto: Ascom / Pref. de Irecê)

A Prefeitura de Irecê realiza, ao longo do mês de junho, a programação da Semana do Meio Ambiente, com ações promovidas pelas Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Educação.

Conforme a prefeitura, entre as atividades previstas está a 4ª Ecofeira de Educação Ambiental, que reunirá estudantes, educadores, instituições parceiras e a comunidade em ações voltadas à conscientização ambiental, sustentabilidade e preservação da Caatinga, bioma característico da região.

Ainda de acordo a administração, a programação inclui palestras, oficinas, rodas de conversa, exposições e atividades educativas, com foco em temas como preservação ambiental, reciclagem, compostagem e recomposição da vegetação nativa.

Programação

01 de junho: As atividades incluem plantio de mudas na pista de caminhada EBDA/Raimundo Bonfim, em comemoração aos 100 anos de Irecê, além de rodas de conversa no Teatro Ataídes Ribeiro com historiador, geógrafo e representantes de comunidades rurais. Também está previsto fórum sobre o sistema e-EGAC, voltado à solicitação de licenças ambientais, e encontro com moradores de localidades do município.

02 de junho: A programação inclui palestras em unidades escolares sobre compostagem e práticas ambientais, oficinas de produção de materiais educativos sobre a Caatinga e sustentabilidade, além da entrega de equipamentos para o Centro Municipal de Reciclagem e apoio a catadores.

03 de junho: Está prevista a abertura oficial da 4ª Ecofeira no Espaço Colaborar, com exposições de escolas e instituições parceiras, apresentações culturais, ações de educação ambiental, feirinha de adoção de animais e atividades interativas. No mesmo dia, serão realizadas oficinas sobre compostagem, produção audiovisual e reaproveitamento de materiais recicláveis.

17 de junho: A programação inclui mesa-redonda sobre problemas socioambientais, como desmatamento, desertificação e queimadas, além de debate sobre agroecologia e educação do campo. Também haverá exibição de documentário e debate com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com a gestão, a Semana do Meio Ambiente e a 4ª Ecofeira têm como objetivo reforçar ações de educação ambiental e discutir políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável no município. Fonte: Pref. de Irecê – Pablo Maia

Oficinas durante Caravana Bahia Sem Fogo sensibilizam moradores As discussões também contaram com a participação de bombeiros militares, brigadistas e integrantes da equipe da Caravana. (Foto: Yandra Barros / Ascom Sema|Inema)

A sensibilização de jovens e adultos para a prevenção aos incêndios florestais e o fortalecimento da educação ambiental marcaram as oficinas realizadas neste sábado (16), no Centro de Integração da Assistência Social Noélia Maria de Oliveira Souza e na Associação de Moradores de Salobrinho, em Andaraí, durante a passagem da Caravana Bahia Sem Fogo (BSF) pela Chapada Diamantina.

Pela manhã, cerca de 30 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) de Andaraí, participaram de uma atividade voltada à reflexão sobre a relação entre sociedade, território e o uso do fogo, a partir de uma metodologia baseada no diálogo e na construção coletiva.

As discussões também contaram com a participação de bombeiros militares, brigadistas e integrantes da equipe da Caravana. Segundo Tamires Brito, da Coordenação de Gestão da Biodiversidade (CGBio) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a proposta busca estimular a participação e aproximar os jovens do tema por meio de uma metodologia mais dinâmica.

“Quando chegamos com uma conversa mais formal, muitos ficam tímidos e retraídos. Por isso, buscamos uma metodologia inspirada no Café Mundial, com grupos menores e apoio dos técnicos da caravana, criando um espaço mais confortável para que eles possam falar, refletir e compartilhar suas experiências sobre o uso do fogo”, explicou.

Também integrante da CGBio do Inema, Lais Ramos destacou que a dinâmica fortalece o diálogo e amplia a troca entre participantes e instituições envolvidas na ação. “Nos grupos menores, conseguimos construir uma aproximação maior e compreender a realidade de cada território. É uma troca em que as pessoas compartilham vivências, experiências e alternativas que já utilizam no cotidiano”, afirmou.

Tamires acrescentou que o compartilhamento de experiências entre os próprios participantes também contribui para ampliar a compreensão sobre práticas alternativas ao uso do fogo. “Muitas vezes, eles já utilizam uma prática alternativa, mas não reconhecem dessa forma. Quando escutam alguém do próprio território falando sobre isso, percebem que pode funcionar e que essas experiências podem ser replicadas”, completou.

Divididos em três grupos, os estudantes participaram de uma dinâmica voltada à troca de experiências e à construção coletiva de soluções relacionadas à realidade local. A partir de questões como “Em que situações o fogo é utilizado na comunidade e por quê?” e “Quais alternativas ao uso do fogo podem funcionar aqui?”, os jovens compartilharam vivências e percepções sobre a presença desse recurso no cotidiano. Em cartazes, registraram palavras e expressões ligadas ao uso do fogo em atividades como a agricultura e práticas tradicionais relacionadas à construção, reconhecendo sua importância histórica e refletindo sobre a necessidade de conhecimento e uso responsável.

Estado realiza ação piloto de gestão de assentamentos e entrega 5.000 mudas frutíferas no Filhos da Terra Como um dos destaques da iniciativa, foram entregues 5.000 mudas frutíferas e nativas às famílias agricultoras do Filhos da Terra. (Foto: Divonete Santana)

O Assentamento Filhos da Terra, no município de Itaberaba, recebeu uma ação piloto de Gestão de Assentamentos conduzida pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa reforça o compromisso com a organização produtiva, o fortalecimento das políticas públicas e a promoção do desenvolvimento rural sustentável nos territórios da reforma agrária.

Coordenada pela equipe técnica da Superintendência de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (Sutrag/SDR), a ação reuniu representantes do MST, da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB) e prefeitura de Itaberaba, integrando diferentes frentes de atuação em benefício das famílias assentadas. Entre as atividades desenvolvidas, estiveram o alinhamento para continuidade do Plano de Gestão do assentamento, com foco na construção do Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável, além da ampliação da assistência técnica continuada e orientações práticas sobre produção.

Como um dos destaques da iniciativa, foram entregues 5.000 mudas frutíferas e nativas às famílias agricultoras do Filhos da Terra. A ação representa um passo importante para diversificação produtiva, recuperação ambiental e geração de renda para o assentamento.

“A ideia é que as ações aconteçam de forma integrada, para fins de regularização fundiária, desenvolvimento produtivo, de assistência técnica, inclusão social. A gente quer promover, juntamente com os parceiros, a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida dos assentados e assentadas”, explicou a diretora de Reordenamento Agrário da SDR, Divonete Santana.

“Quando a gente vê as coisas se concretizarem, assim, as coisas darem certo, a gente fica mais feliz. E eu sou muito grato ao pessoal, à disposição do pessoal que veio, que esteve junto durante esses três dias e que ajudou bastante tanto com a parte teórica, quanto a parte prática”, celebrou Paulo Armando, assentado e agricultor familiar.

Além disso, a programação incluiu capacitação técnica em agroecologia, com atividades teóricas e práticas realizadas pela secretaria, fortalecendo o uso de técnicas sustentáveis adaptadas à realidade local. A integração entre os órgãos e entidades envolvidas reafirma a estratégia do Estado de atuar de forma articulada, potencializando resultados e ampliando o alcance das políticas públicas no meio rural.

Bahia amplia investimentos em políticas públicas para o campo Na nova fase, com o projeto Bahia que Produz e Alimenta, o Estado amplia esse alcance, com a meta de atender milhares de famílias e fortalecer mais de 800 organizações produtivas. (Foto ilustrativa: Marta Medeiros/CAR)

No Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, celebrado nesta sexta-feira, 17 de abril, a Bahia amplia as ações voltadas ao fortalecimento dos assentamentos rurais por meio de políticas públicas direcionadas à produção, geração de renda e inclusão social. Um dos principais marcos é o Edital Diversificação Alimentar e Formação de Redes Produtivas em Assentamentos de Reforma Agrária, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta.

Com investimento de R$ 23 milhões, o edital vai beneficiar diretamente 2.051 famílias assentadas, apoiando organizações da sociedade civil na implantação de projetos produtivos que ampliem a diversificação alimentar e fortaleçam redes de produção nos territórios rurais.

Para a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, o momento reforça o compromisso do Governo do Estado com o diálogo e com o fortalecimento das políticas públicas para o campo. Segundo ela, após a marcha do MST em memória do Massacre de Eldorado dos Carajás, o Governo do Estado anunciou novas ações que fortalecem a reforma agrária e ampliam oportunidades para as famílias assentadas. “Serão investidos R$ 4 milhões em mecanização agrícola, mais de R$ 6 milhões em inclusão produtiva, além do avanço na titulação de terras, garantindo mais segurança e dignidade para assentadas e assentados.”

O Edital Diversificação Alimentar e Formação de Redes Produtivas em Assentamentos de Reforma Agrária foi estruturado para impulsionar a produção nos assentamentos, agregando valor aos alimentos, fortalecendo a gestão das organizações e ampliando o acesso a mercados. As propostas selecionadas incluem desde a implantação de infraestruturas produtivas, como agroindústrias, até ações formativas voltadas para jovens e mulheres, além de capacitações em práticas agroecológicas e manejo sustentável do solo e da água.

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o edital representa mais um avanço na consolidação das políticas públicas voltadas aos assentamentos. “Estamos investindo para fortalecer a produção, ampliar oportunidades e garantir que as famílias assentadas tenham condições reais de gerar renda e viver com dignidade no campo. É uma ação que conecta produção, organização e acesso a mercado, promovendo desenvolvimento sustentável nos territórios”, destacou.

Histórico de investimentos e ações

As ações voltadas aos assentamentos da reforma agrária na Bahia vêm sendo fortalecidas nos últimos anos. No âmbito do projeto Bahia Produtiva, foram apoiados 77 subprojetos em 19 territórios de identidade, beneficiando 2.551 famílias e promovendo investimentos em infraestrutura produtiva, agroindústrias, comercialização e assistência técnica.

Esses investimentos contribuíram para a implantação e requalificação de unidades de beneficiamento, casas de farinha e sistemas de irrigação, além da aquisição de máquinas, equipamentos e veículos para o escoamento da produção. Também foram incentivadas práticas agroecológicas, quintais produtivos e sistemas sustentáveis, fortalecendo a segurança alimentar e a geração de renda nas comunidades.

Na nova fase, com o projeto Bahia que Produz e Alimenta, o Estado amplia esse alcance, com a meta de atender milhares de famílias e fortalecer mais de 800 organizações produtivas, integrando ações de assistência técnica, acesso à água, infraestrutura e inserção em mercados.

Além do edital voltado à diversificação alimentar, outras ações seguem em execução, como o apoio a agroindústrias familiares, a entrega de máquinas e equipamentos, a implantação de tecnologias sociais de acesso à água e o incentivo à comercialização em feiras e mercados institucionais.

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