Sertão Hoje
Publicado em: 19 / Mai / 2026 - Há 2 horas
Autor: Ascom Inema

Oficinas durante Caravana Bahia Sem Fogo sensibilizam moradores

As discussões também contaram com a participação de bombeiros militares, brigadistas e integrantes da equipe da Caravana. (Foto: Yandra Barros / Ascom Sema|Inema)

A sensibilização de jovens e adultos para a prevenção aos incêndios florestais e o fortalecimento da educação ambiental marcaram as oficinas realizadas neste sábado (16), no Centro de Integração da Assistência Social Noélia Maria de Oliveira Souza e na Associação de Moradores de Salobrinho, em Andaraí, durante a passagem da Caravana Bahia Sem Fogo (BSF) pela Chapada Diamantina.

Pela manhã, cerca de 30 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) de Andaraí, participaram de uma atividade voltada à reflexão sobre a relação entre sociedade, território e o uso do fogo, a partir de uma metodologia baseada no diálogo e na construção coletiva.

As discussões também contaram com a participação de bombeiros militares, brigadistas e integrantes da equipe da Caravana. Segundo Tamires Brito, da Coordenação de Gestão da Biodiversidade (CGBio) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a proposta busca estimular a participação e aproximar os jovens do tema por meio de uma metodologia mais dinâmica.

“Quando chegamos com uma conversa mais formal, muitos ficam tímidos e retraídos. Por isso, buscamos uma metodologia inspirada no Café Mundial, com grupos menores e apoio dos técnicos da caravana, criando um espaço mais confortável para que eles possam falar, refletir e compartilhar suas experiências sobre o uso do fogo”, explicou.

Também integrante da CGBio do Inema, Lais Ramos destacou que a dinâmica fortalece o diálogo e amplia a troca entre participantes e instituições envolvidas na ação. “Nos grupos menores, conseguimos construir uma aproximação maior e compreender a realidade de cada território. É uma troca em que as pessoas compartilham vivências, experiências e alternativas que já utilizam no cotidiano”, afirmou.

Tamires acrescentou que o compartilhamento de experiências entre os próprios participantes também contribui para ampliar a compreensão sobre práticas alternativas ao uso do fogo. “Muitas vezes, eles já utilizam uma prática alternativa, mas não reconhecem dessa forma. Quando escutam alguém do próprio território falando sobre isso, percebem que pode funcionar e que essas experiências podem ser replicadas”, completou.

Divididos em três grupos, os estudantes participaram de uma dinâmica voltada à troca de experiências e à construção coletiva de soluções relacionadas à realidade local. A partir de questões como “Em que situações o fogo é utilizado na comunidade e por quê?” e “Quais alternativas ao uso do fogo podem funcionar aqui?”, os jovens compartilharam vivências e percepções sobre a presença desse recurso no cotidiano. Em cartazes, registraram palavras e expressões ligadas ao uso do fogo em atividades como a agricultura e práticas tradicionais relacionadas à construção, reconhecendo sua importância histórica e refletindo sobre a necessidade de conhecimento e uso responsável.