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Vacimóvel atenderá população durante festejos de aniversário

  • Por: Redação Sertão Hoje
Vacimóvel atenderá população durante festejos de aniversário O serviço estará disponível nos dias 10, 11 e 12 de junho, das 15h às 19h, na Praça Coronel Zeca Leite, em frente à antiga sede da Prefeitura. (Foto: Ascom / Pref. de Brumado)

A Secretaria Municipal de Saúde de Brumado, em parceria com o Governo do Estado, disponibilizará o Vacimóvel durante as comemorações pelos 149 anos de emancipação política do município. O serviço estará disponível nos dias 10, 11 e 12 de junho, das 15h às 19h, na Praça Coronel Zeca Leite, em frente à antiga sede da Prefeitura.

Segundo a prefeitura, a ação tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços de imunização, oferecendo a oportunidade de atualização da caderneta vacinal de crianças, adolescentes, adultos e idosos durante o período festivo.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os interessados devem apresentar um documento de identificação e a caderneta de vacinação para receber o atendimento. Fonte: Pref. de Brumado

Interior da Bahia ganha reforço estratégico com 24 novos especialistas em emergências de saúde Na prática, isso significa que as cidades do interior agora têm mais autonomia e rapidez para detectar, investigar e responder a surtos e emergências sanitárias, sem depender exclusivamente da capital. (Foto: Freepik)

A saúde pública no interior da Bahia ganhou um reforço de peso. Nesta sexta-feira (22), em Vitória da Conquista, foi concluída a formação da nona turma do EpiSUS Fundamental, um programa estratégico que transforma profissionais da linha de frente em verdadeiros “detetives” da epidemiologia de campo.

Promovida pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), a iniciativa marca um passo decisivo para a descentralização da saúde. Na prática, isso significa que as cidades do interior agora têm mais autonomia e rapidez para detectar, investigar e responder a surtos e emergências sanitárias, sem depender exclusivamente da capital.

O treinamento começou no dia 2 de março deste ano e uniu teoria e prática ao longo de quase três meses. A reta final aconteceu entre os dias 20 e 22 de maio, com um módulo presencial intensivo em Vitória da Conquista, onde os alunos apresentaram os resultados dos projetos desenvolvidos durante o curso.

Ao todo, 24 novos epidemiologistas de campo foram diplomados. Eles atuam em municípios como Vitória da Conquista, Belo Campo e Barra do Choça, além de Núcleos e Bases Regionais de Saúde que cobrem as regiões Sudoeste, Sul e Extremo Sul do estado.

O grande diferencial do EpiSUS é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) na base. Com profissionais qualificados diretamente nos territórios, o estado ganha agilidade para conter riscos biológicos, monitorar doenças e salvar vidas com muito mais eficiência.

A cerimônia de formatura, que consolidou a importância da parceria entre os governos federal, estadual e municipal, contou com a participação de lideranças fundamentais do setor, entre eles: Silvio Almeida, representante do Ministério da Saúde; Fernanda Oliveira Maron, diretora do COSEMS/BA e secretária municipal de Saúde de Vitória da Conquista; Gabriel Muricy, representante da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa); Yago Matos Alves, coordenador-geral do CIEVS-Bahia; e Karoline Rebouças, coordenadora do Núcleo Regional de Saúde Sudoeste.

Bahia reforça combate às arboviroses com tecnologia, vacinação e ação integrada nos territórios Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada. (Foto: Edimário Duplat / Saúde GovBA)

A Bahia vem intensificando suas estratégias de enfrentamento às arboviroses, com foco em inovação tecnológica, ampliação da vacinação e integração das ações de vigilância em saúde. Em um cenário agravado pelo aumento das chuvas, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o estado reforça medidas para conter doenças como dengue, zika e chikungunya, que seguem como importantes desafios de saúde pública.

Nesta terça-feira (28), durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), gestores e técnicos apresentaram iniciativas que marcam um novo momento no combate ao vetor. Um dos principais destaques é a expansão do método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com uma bactéria naturalmente presente em outros insetos e capaz de reduzir significativamente a transmissão dos vírus. Esses mosquitos não desenvolvem os vírus da dengue, zika e chikungunya e, por isso, não transmitem as doenças. A estratégia busca, ao longo do tempo, substituir a população de mosquitos transmissores por mosquitos com menor capacidade de transmissão.

Já aplicada em algumas cidades brasileiras, a tecnologia deverá ser ampliada de três para 40 municípios. Na Bahia, a proposta inicial contempla Vitória da Conquista, Camaçari e Feira de Santana, com possibilidade de expansão conforme os resultados obtidos. A ação envolve desde a produção dos mosquitos até a liberação controlada em áreas urbanas, aliada ao monitoramento contínuo e a ações educativas.

Outro ponto relevante é o investimento de R$ 183,5 milhões em tecnologias para o combate ao mosquito, além da implantação do Centro de Operações de Emergência (COE) para arboviroses. A estrutura permitirá o monitoramento diário da situação epidemiológica e respostas mais rápidas, especialmente em estados prioritários, como a Bahia. Também avançam as ações de apoio ao manejo clínico, com ferramentas digitais que auxiliam na identificação precoce de casos graves, além do reforço no diagnóstico, com a distribuição de milhões de testes rápidos em todo o país.

As estratégias integradas seguem como pilar central, com destaque para os mutirões em áreas indígenas e o uso do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta essencial para identificar focos e orientar as ações de controle. Outro avanço importante é a chegada da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e já distribuída no estado. Neste primeiro momento, o imunizante está sendo destinado a profissionais da Atenção Primária à Saúde, ampliando a proteção de quem atua na linha de frente.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada. Medidas simples, como manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e evitar recipientes que acumulem água, seguem fundamentais para reduzir os casos. O enfrentamento às arboviroses exige esforço coletivo, com integração entre governo, profissionais de saúde e população para conter a transmissão e proteger vidas em todo o estado.

Durante a reunião da CIB, a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) apresentou e pactuou importantes ações estratégicas para o estado. Entre os destaques, está a homologação da incorporação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) às Equipes de Saúde da Família, possibilitando o recebimento de incentivo financeiro por municípios baianos. Também foi apresentado o uso dos Vacimóveis como estratégia para ampliar a cobertura vacinal nos territórios, facilitando o acesso da população aos imunizantes. Outro ponto pactuado foi o fortalecimento da atuação dos pontos focais municipais para Emergências em Saúde Pública, com definição de perfil e alinhamento do papel estratégico desses profissionais na resposta a surtos, epidemias, desastres e situações de desassistência.

A reunião também trouxe um panorama atualizado do cenário epidemiológico da sífilis na Bahia e da situação das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), reforçando a importância do monitoramento contínuo e da atuação integrada da vigilância em saúde.

Bahia sedia encontro regional para fortalecer resposta do SUS a emergências em saúde As reuniões para o processo de autoavaliação das capacidades de prevenção e enfrentamento de emergências em saúde pública estão ocorrendo de forma regional e já contemplaram três regiões do país. (Foto: Jamile Amine/Sesab)

A importância da capacidade de prevenção, preparação e resposta às emergências em saúde nos estados do Nordeste foi o foco do encontro realizado nesta segunda-feira (23), na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Promovido pelo Ministério da Saúde, pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o evento reuniu representantes da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão.

A abertura contou com a participação do subsecretário estadual da Saúde, Paulo Barbosa, que ressaltou a necessidade de os estados estarem preparados para situações de crise sanitária, citando como exemplo a pandemia de Covid-19. Segundo ele, o período deixou lições importantes sobre a ativação de mecanismos de resposta e evidenciou a necessidade de antecipar estratégias para enfrentar emergências. “A pandemia trouxe um grande aprendizado sobre como acionar os mecanismos de defesa nestas situações”, afirmou.

A superintendente de Vigilância à Saúde da Sesab, Rívia Barros, destacou que a iniciativa ajuda a transformar experiência em capacidade permanente de resposta. “Essa ferramenta permite que o estado tenha um olhar cuidadoso sobre sua própria estrutura, reconheça avanços, identifique lacunas e organize prioridades, o que fortalece a vigilância em saúde e melhora a capacidade de resposta com rapidez, coordenação e segurança quando a população mais precisa”, disse.

A representante da Suvisa adiantou ainda que no próximo mês de julho será realizado um evento sobre a Política Nacional de Vigilância em Saúde, em Brasília, e no mês de agosto a Bahia vai sediar evento sobre Inteligência Epidêmica.

Regulamento sanitário

Durante o encontro, o representante da Opas, Rodrigo Frutuoso, apresentou a trajetória do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), criado em 1851 durante a 1ª Conferência Sanitária Internacional. Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a coordenar a governança sanitária global. Já em 2005, o regulamento foi revisado para incorporar o conceito de emergências em saúde pública. Em 2009, o Congresso Nacional ratificou e aprovou o regulamento, que prevê desenvolver, fortalecer e manter as capacidades exigidas nos termos do RSI.  

No centro do debate esteve uma ferramenta que, na prática, funciona como um diagnóstico da prontidão dos estados para enfrentar emergências em saúde. Ela permite identificar o que já está estruturado, onde existem fragilidades e o que precisa ser aperfeiçoado para tornar a resposta do poder público mais ágil, coordenada e eficiente. O instrumento foi adaptado à realidade brasileira e não tem caráter punitivo: serve para apoiar a gestão, qualificar o planejamento e orientar decisões com base em evidências.

As reuniões para o processo de autoavaliação das capacidades de prevenção e enfrentamento de emergências em saúde pública estão ocorrendo de forma regional e já contemplaram três regiões do país. Depois da região Nordeste, realizada em Salvador, a iniciativa será voltada para a região Sudeste e acontecerá em São Paulo.

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