Evento reuniu representantes da rede de proteção e debateu articulação entre órgãos públicos, prevenção e atendimento às vítimas. (Foto: Ascom / Pref. de Vitoria da Conquista) Nesta sexta-feira (7), representantes de órgãos públicos e instituições que integram a Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Meninas participaram do III Encontro da Rede, em Vitória da Conquista. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) e integrou a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Com o tema “Intersetorialidade e Interseccionalidade: fortalecendo a Rede para garantir direitos às mulheres”, o encontro abordou a articulação entre os diferentes órgãos envolvidos no atendimento e na prevenção da violência de gênero. A programação também incluiu discussões sobre os fluxos de atendimento e estratégias de atuação conjunta.
Na abertura, a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Viviane Ferreira, destacou a importância da integração entre as instituições que participam da rede.
“Quando fortalecemos o diálogo entre as instituições, fortalecemos também o serviço prestado às mulheres. Esse encontro é uma oportunidade de integrar ainda mais a rede, discutir estratégias e tornar as políticas públicas mais efetivas. Também preparamos uma programação voltada à qualificação dos profissionais, com uma palestra sobre violência patrimonial, um tema ainda pouco debatido, além da celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha, um dos principais instrumentos de proteção às mulheres no Brasil”, afirmou.
A juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica, Mirna Fraga, ressaltou que o atendimento às mulheres em situação de violência envolve diferentes áreas das políticas públicas. “A violência doméstica exige um trabalho articulado. É essa integração que garante às mulheres acesso à saúde, educação, profissionalização e outras oportunidades que possibilitam sua autonomia e rompimento do ciclo da violência”, declarou.
A delegada da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Christie Correia, também destacou a necessidade de articulação entre os órgãos que integram a rede. “A Lei Maria da Penha destaca a importância da rede de enfrentamento. Conhecer o trabalho de cada órgão e reforçar esses laços é fundamental para combater a violência contra as mulheres”, afirmou.




