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Obra da barragem avança para levar maior segurança hídrica O empreendimento assegura o abastecimento de água, melhora a qualidade de vida da população e cria bases sólidas para o desenvolvimento social e econômico dos municípios atendidos. (Foto: Mauri Azevedo- Ascom/Embasa)

Com previsão de acumular os primeiros volumes já no próximo verão, a construção da barragem do rio Catolé segue em ritmo avançado com mais de 50% do cronograma executado. A obra realizada pelo Governo da Bahia, por meio da Embasa, levará mais segurança hídrica para a população de Vitória da Conquista e Belo Campo e vai assegurar desenvolvimento pelos próximos 20 anos.

O novo equipamento recebe investimento de R$ 347 milhões, com recursos da 2ª etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), financiado pela OGU e próprios da Embasa, ocupará uma área total de drenagem da bacia hidrográfica de 761 quilômetros quadrados de espelho d’água de 160 hectares, altura do vertedouro de 53 metros, volume máximo normal de 23,73 bilhões de litros (23,73 hectômetros cúbicos) e vazão regularizada de 670 litros por segundo. A conclusão está prevista para ocorrer até fevereiro de 2027.

De acordo com o engenheiro fiscal responsável pelo acompanhamento da obra, Jackson Rangel, trata-se de “um equipamento essencial para garantir segurança hídrica à população de Vitória da Conquista e região. O empreendimento assegura o abastecimento de água, melhora a qualidade de vida da população e cria bases sólidas para o desenvolvimento social e econômico dos municípios atendidos”, avalia.

Ampliação - Para garantir que a água chegue aos imóveis de Vitória da Conquista, a Embasa também está ampliando o sistema integrado de abastecimento, com recursos oriundos do PAC (OGU e próprios da Embasa), na ordem de R$ 80 milhões, com 49% de avanço na execução da obra. O atual sistema de abastecimento terá uma nova adutora de água tratada com 13 quilômetros de extensão e 700 milímetros de diâmetro, que se integrará às adutoras existentes de 700 e 500 milímetros.

Estão sendo construídas ainda duas novas estações de bombeamento, uma de água bruta e outra de água tratada, além da ampliação da capacidade de adução de três estações elevatórias de água bruta, com a implantação de novos equipamentos eletromecânicos para aumentar a capacidade de transporte de água até a estação de tratamento, e posteriormente até os reservatórios do sistema distribuidor, no alto do bairro Candeias.

Para fazer frente às mudanças climáticas, Embasa amplia ações em segurança hídrica Estratégia será debatida em evento comemorativo ao Dia da Água. (Foto: Elemilson Negão/ Ascom Embasa)

Como parte das comemorações ao Dia Mundial da Água celebrado neste domingo, 22 de março, a Embasa realiza na próxima terça-feira (24), um encontro reunindo lideranças institucionais, equipe técnica e convidados visando fortalecendo o debate sobre práticas sustentáveis e reflexões sobre o papel da água como bem público essencial e os desafios relacionados à segurança hídrica. O evento será realizado a partir das 9h, no Parque da Embasa no Lucaia (Rio Vermelho).

Entre as discussões, destaque para a ampliação da estratégia de segurança hídrica da empresa, que conta com investimentos da ordem de R$ 23 milhões, voltados ao monitoramento e à gestão dos mananciais utilizados em sua área de atuação. O conjunto de iniciativas busca fortalecer a capacidade de resposta da empresa diante dos impactos das mudanças climáticas, como a irregularidade das chuvas, eventos extremos e pressão crescente sobre os recursos hídricos. A estratégia está baseada na ampliação do monitoramento, no uso de tecnologias avançadas e na geração de dados hidrológicos e operacionais qualificados para suporte à tomada de decisão.

Para o biólogo Fabrício Tourinho, gerente socioambiental da Embasa, o avanço das mudanças climáticas se coloca atualmente como o principal desafio para as companhias de abastecimento. “Nesse cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos, torna-se fundamental o apoio da tecnologia para minimizar os impactos destes eventos, que exigem adaptação contínua das empresas de saneamento”, destaca.

O cenário recente reforça a importância desses investimentos. No início de fevereiro, por exemplo, fortes chuvas associadas à passagem de uma frente fria provocaram impactos operacionais em diversos sistemas de abastecimento no interior da Bahia. Houve interrupções temporárias no fornecimento de água em municípios de diferentes regiões em função de alterações na qualidade da água bruta, alagamentos em estruturas operacionais e danos em equipamentos e redes de distribuição.

“A recorrência desses eventos evidencia a crescente exposição dos sistemas aos riscos climáticos e reforça a necessidade de aprimoramento contínuo da gestão operacional”, frisa.

Principais linhas de ação | Dentre os projetos em curso, a Embasa está desenvolvendo a modelagem hidrodinâmica e de qualidade da água das barragens de Pedra do Cavalo (foto) e Joanes II, responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Este tipo de projeto utiliza ferramentas técnicas para simular cenários operacionais e climáticos, avaliar riscos e orientar a gestão dos recursos hídricos com maior precisão”, define o biólogo e gerente socioambiental da Embasa, Fabrício Tourinho.

Os principais resultados esperados incluem a ampliação da capacidade de antecipação de eventos que impactam a qualidade da água, permitindo ajustes operacionais preventivos, redução de riscos operacionais e maior eficiência no planejamento das estações de tratamento, além de suporte técnico qualificado para decisões em situações críticas.

Outro eixo estruturante da estratégia de segurança hídrica é a implantação e ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico, com cerca de 60 pontos de coleta distribuídos em diversas regiões hidrográficas do estado. Com aporte estimado em R$ 12 milhões, o sistema permitirá o acompanhamento em tempo real de variáveis como chuva, vazão e nível dos reservatórios, ampliando a previsibilidade operacional e a capacidade de resposta a eventos críticos.

Estratégia prioritária - Além disso, a estratégia contempla projetos voltados à identificação precoce de alterações nos mananciais, contribuindo para ajustes nos processos de tratamento e prevenção de problemas como eutrofização e proliferação de cianobactérias. Também integram o pacote de investimentos ações de diagnóstico ambiental, remediação de reservatórios e projetos de recuperação de bacias hidrográficas, reforçando o compromisso da empresa com a proteção dos mananciais e a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento.

“O fortalecimento da segurança hídrica é uma prioridade estratégica diante do cenário de mudanças climáticas e crescimento urbano, que ampliam a demanda por água e aumentam a complexidade da gestão dos recursos disponíveis. Este conjunto de investimentos contribui para aumentar a resiliência dos nossos sistemas, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população baiana”, pontua o presidente da empresa, Gildeone Almeida.

As ações estão alinhadas ao Marco Legal do Saneamento (Lei nº 11.445/2007), à Política Nacional de Recursos Hídricos e às diretrizes de segurança da água, incorporando a variável climática à gestão dos sistemas e fortalecendo a resiliência operacional. As iniciativas integram o planejamento estratégico da companhia e possuem potencial de ampliação progressiva para toda a sua área de atuação, consolidando a segurança hídrica como eixo estruturante da sustentabilidade dos serviços de abastecimento.

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