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MPBA recomenda retirada de barracas irregulares em praça localizada em área tombada Entre as medidas recomendadas estão ainda a suspensão ou revisão de eventuais autorizações concedidas sem anuência do Ipac. (Foto: Ascom / MPBA)

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ontem, dia 18, ao Município de Caetité a retirada de barracas e outras estruturas irregulares instaladas na Praça da Catedral, no centro de Caetité, área inserida na Poligonal de Tombamento definida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). “A instalação de barracas, toldos, equipamentos e demais estruturas em áreas tombadas ou preservadas depende de autorização prévia do órgão responsável pela tutela patrimonial, podendo causar impactos à integridade visual e à preservação do conjunto cultural protegido”, destacou o promotor de Justiça Jailson Trindade.

No documento, o MPBA orienta a realização, em até 48 horas, de vistoria administrativa para identificar os responsáveis pelas estruturas, verificar a existência de licenças e avaliar riscos à acessibilidade, à segurança, à higiene pública e à preservação do patrimônio cultural. O documento prevê ainda a notificação dos responsáveis pelas instalações irregulares, possibilitando a retirada voluntária das estruturas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas imediatas em situações de risco ou de flagrante irregularidade.  

Além disso, o MPBA orienta o Município a desenvolver, em conjunto com o Ipac, o Conselho Municipal de Cultura e representantes das baianas de acarajé, estudo técnico para definir locais, horários e condições adequadas para a instalação das barracas, respeitando tanto a proteção da área tombada quanto a salvaguarda do Ofício das Baianas de Acarajé, patrimônio cultural brasileiro registrado pelo Iphan. Entre as medidas recomendadas estão ainda a suspensão ou revisão de eventuais autorizações concedidas sem anuência do Ipac, a elaboração de plano emergencial de fiscalização e reordenamento do comércio ambulante no Centro Histórico e a manutenção permanente da Praça da Catedral livre de ocupações irregulares.

RHI Magnesita alcança 90% de reuso de água industrial na unidade No Dia Mundial da Água, empresa apresenta projetos para ampliar eficiência hídrica em 2026 e destaca preservação de 22 nascentes na região. (Foto: RHI Magnesita)

No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a RHI Magnesita, líder global em produtos e sistemas refratários, anuncia iniciativas para ampliar a eficiência no uso da água em suas operações. E reforça seu compromisso com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Para 2026, a empresa prevê novos projetos para ampliar o reaproveitamento de água em suas operações. Entre as iniciativas estão o uso da água do destilador no próprio processo produtivo, a recuperação da água das torres de resfriamento e a ampliação do uso de supressores de poeira, solução que ajuda a reduzir o consumo de água nas vias internas da operação. A companhia também avalia a instalação de novos poços subterrâneos para reforçar a segurança hídrica da unidade de Brumado, na Bahia.

Os novos projetos se somam a um conjunto de práticas já consolidadas na operação da empresa. Atualmente, a unidade de Brumado alcança 90% de recirculação e reuso da água industrial, evitando o consumo de aproximadamente 998 metros cúbicos de água por hora, o equivalente a quase mil caixas d’água residenciais cheias a cada hora.

“Na RHI Magnesita, buscamos constantemente aprimorar nossos processos para utilizar a água de forma cada vez mais eficiente. O alto índice de recirculação alcançado em Brumado é resultado de investimentos contínuos em tecnologia, gestão e conscientização das equipes, além de reforçar nosso compromisso com a preservação dos recursos naturais e com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atuamos”, afirma Carlos Eduardo Rodrigues Souza, engenheiro agrônomo na RHI Magnesita.

As práticas de reaproveitamento estão presentes em diferentes etapas da produção. Nas áreas de processamento do minério, a água utilizada é coletada, separada e tratada para ser reutilizada no processo. Nos fornos de produção, a água é usada no sistema de resfriamento e circula novamente por meio das torres de refrigeração. Já na usina de beneficiamento, a água passa por tratamento antes de retornar ao processo produtivo.

Além da eficiência operacional, as iniciativas também contribuem para a preservação ambiental na região da Serra das Éguas, onde 22 nascentes são preservadas e recuperadas com apoio das ações da empresa.

Avanços implementados

Ao longo de 2025, a companhia também implementou projetos importantes para reduzir o consumo hídrico em suas operações. Entre os destaques está a redução de 50% no consumo de água na unidade de Ponte Alta, alcançada após a implantação de um sistema de monitoramento diário de indicadores, capacitação das equipes e identificação de pontos de vazamento.

Outro projeto é o “Água e Argila – Performance Sustentável”, desenvolvido em parceria com a operação da Mina Uberaba, com foco na otimização do uso de recursos hídricos no processo de beneficiamento de argila.

A empresa também implantou iniciativas como: Reutilização da água do refeitório da unidade de Brumado para irrigação de áreas esportivas; Impermeabilização da cava desativada do Jatobá para armazenamento de água usada no controle de poeira nas vias da mineração; Testes com supressor de poeira para reduzir o consumo de água; Estudos geofísicos para identificação de novos poços subterrâneos;  Instalação dos poços Bate Pé e Cordeiro Tamboril; Ampliação da limpeza de vias internas para reduzir o uso de caminhões-pipa e Campanhas de conscientização sobre o uso racional da água junto aos colaboradores.

Com essas iniciativas, a RHI Magnesita contribui para uma gestão hídrica mais eficiente nas regiões onde mantém operações e atividades industriais no Brasil.

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