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Operação Máscara da Polícia Civil desarticula organização criminosa

  • Por: Thanize Borges / Ascom PCBA
Operação Máscara da Polícia Civil desarticula organização criminosa Sete mandados judiciais contra integrantes de organização criminosa foram cumpridos. (Foto: Ascom / PCBA)

Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Máscara para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados por integrarem uma organização criminosa responsável por crimes contra instituições financeiras na cidade de Jequié. A operação resultou na prisão de cinco pessoas, sendo duas mulheres e três homens.

As investigações para identificação dos suspeitos e mapeamento do modo de atuação da organização tiveram início em janeiro de 2026, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Jequié), após o registro de uma notícia-crime que apontava prejuízo patrimonial de aproximadamente meio milhão de reais a uma instituição financeira. Somente nesta etapa da operação, foi possível identificar dez tentativas de abertura de contas e 32 contas efetivamente abertas de forma fraudulenta, das quais decorreram prejuízos para a instituição financeira.

Conforme apurado no inquérito policial, a organização utilizava imagens dos próprios integrantes em documentos falsificados emitidos em nome de terceiros. O grupo também utilizava indevidamente os limites de cartões de crédito das vítimas para transferências de valores, realizava contratações fraudulentas de empréstimos em prejuízo dos titulares legítimos e efetuava compras sem autorização dos proprietários dos cartões.

Dessa forma, obtinha vantagem ilícita por meio de um sofisticado esquema de falsificação documental e fraude financeira.

As apurações também demonstraram que os lucros ilícitos eram repartidos entre os líderes da organização, que ostentavam elevado padrão de vida, com imóveis, veículos e objetos de luxo.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em diversos endereços da cidade, resultando na prisão preventiva de cinco investigados. Além disso, durante as diligências, foram apreendidos dois veículos, um jet ski, duas motocicletas e aparelhos celulares. Também foram realizados o bloqueio, o sequestro e o arresto de valores, bens e ativos financeiros acumulados ilicitamente pela organização criminosa.

Após as prisões, os investigados foram encaminhados à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis, permanecendo custodiados à disposição da Justiça.

“As diligências de hoje integram a primeira fase da Operação Máscara, cujo objetivo foi desarticular o grupo responsável por crimes de estelionato, corrupção de menores, organização criminosa e lavagem de dinheiro no município. As investigações prosseguem com o intuito de identificar e prender outros envolvidos”, afirmou o coordenador da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), delegado Roberto Leal, responsável pela operação.

A operação foi realizada por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), através da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Jequié), e contou com o apoio de equipes da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Central) e das Delegacias Territoriais de Jequié, Ipiaú, Jaguaquara e Ibirataia.

Esquema de adulteração de combustíveis é alvo de operação na Bahia Um servidor público e outras duas pessoas tiveram mandados de prisão cumpridos durante a Operação Khalas na manhã desta quinta-feira (21). (Foto: Leo Moreira / GOVBA)

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com a Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) e a Polícia Civil, desarticulou um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, envolvendo um auditor fiscal da Sefaz-BA e outras duas pessoas, todas presas na manhã desta quinta-feira (21). A estimativa é de que os prejuízos aos cofres públicos girem em torno de R$ 400 milhões.

Uma das peças-chave para a descoberta do esquema foi justamente a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), área da Sefaz-BA que integra a força-tarefa responsável por dar seguimento a operação anterior, a Primus, que identificou a relação entre a ação fraudulenta e o crime organizado.

Batizada de “Khalas”, a operação descobriu que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades clandestinas de mistura, conhecidas como “batedeiras”.

“Essa operação de hoje é decorrente de uma operação anterior, a Operação Primus. A partir daí, todo o levantamento de informações e as apreensões realizadas na operação anterior levaram a esta nova fase, deflagrada hoje”, explicou o superintendente de Administração Tributária, José Luiz Souza.

O promotor de Justiça Cláudio Jenner explicou que a apuração inicial já havia resultado em denúncia por crimes contra a ordem econômica, lavagem de capitais e organização criminosa, mas o aprofundamento das investigações revelou um esquema ainda maior, incluindo a prática de sonegação fiscal e a participação de servidores públicos e empresas que não haviam sido identificados anteriormente.

“O que acontece é que, na medida em que há a adulteração do combustível, não se mexe apenas na qualidade do produto, mas também na quantidade. Quando há a mistura de combustível regular com solventes, nafta ou outros produtos químicos, ocorre uma ampliação artificial desse produto. Essa diferença tributária não é recolhida e, muitas vezes, são utilizados produtos que nem sequer são combustíveis propriamente ditos. Isso gera uma sonegação total sobre esse volume comercializado irregularmente”, explicou o promotor.

Ainda conforme as apurações, entre 2023 e o fim de 2025, cerca de 111 milhões de litros de combustíveis foram desviados para essas unidades clandestinas de mistura, adulterados e posteriormente distribuídos de forma irregular no mercado. O volume é considerado extremamente elevado e serve de base para a estimativa inicial de prejuízo tributário apurada pela Sefaz-BA.

Modus operandi

Segundo o delegado do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Fábio Lordello, a organização criminosa operava como uma estrutura empresarial, utilizando empresas e pessoas interligadas para explorar brechas legislativas e falhas de fiscalização com o objetivo de obter lucro ilícito por meio da adulteração de combustíveis.

“Essa organização se planejou como um verdadeiro modelo de negócio, desde a aquisição de produtos químicos empregados na adulteração até a distribuição irregular do combustível. Havia toda uma logística estruturada para misturar esses produtos e depois distribuir o combustível adulterado para a rede de postos”, afirmou o delegado.

Além das prisões, foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Nesta última, dois servidores públicos municipais foram afastados.

Força-tarefa

A operação foi coordenada pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Sefaz-BA) e Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco). Participaram oito promotores de Justiça, 26 delegados de Polícia, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco Estadual, oito servidores do MPBA, e dez policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Especialistas destacam importância de asfixiar financeiramente organizações criminosas Tema foi discutido no primeiro dia do Encontro Nacional das Redes Renorcrim e Recupera. (Foto: Ascom / PCBA)

O combate às organizações criminosas exige não apenas ações policiais, mas também estratégias voltadas à investigação financeira e à recuperação de ativos obtidos por meio de atividades ilícitas. Esse foi um dos pontos centrais discutidos durante o primeiro dia do Encontro Nacional das Redes Renorcrim e Recupera, realizado em Salvador.

Entre os convidados, a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivana David, compartilhou experiências do estado paulista no enfrentamento às grandes facções criminosas e destacou a importância de atacar financeiramente as estruturas do crime. Segundo ela, enfraquecer as organizações passa necessariamente por impedir a circulação do patrimônio obtido por meio de atividades ilícitas.

“A única forma de fragilizar o crime organizado é tirando o dinheiro dessas organizações. Não é simples seguir o rastro financeiro, porque essas estruturas utilizam mecanismos complexos e tecnologias que dificultam o rastreamento. Ainda assim, é essencial impedir que recursos ilícitos sejam misturados ao sistema econômico formal”, explicou.

A magistrada também ressaltou o papel do Judiciário nas investigações e destacou que o combate ao crime organizado exige a atuação conjunta de diferentes instituições. “Não se combate o crime organizado sozinho. É uma guerra longa e que exige atuação integrada entre polícia, Ministério Público e Poder Judiciário. Eventos como este dão fôlego para continuar essa luta”, afirmou.

Já o delegado da Polícia Civil do Tocantins, Afonso Lyra, destacou a importância da cooperação entre as polícias estaduais e federais no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas. “O crime organizado não respeita divisas nem fronteiras. Por isso, encontros como esse aproximam ainda mais as polícias e fortalecem a troca de informações. Estados como Tocantins e Bahia já realizam ações conjuntas para combater rotas de transporte de drogas e armamentos”, afirmou.

O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, também destacou os resultados das ações integradas no combate às lideranças criminosas. Segundo ele, somente neste ano, mais de 60 lideranças de organizações criminosas já foram alcançadas em operações conduzidas pelas forças de segurança, incluindo ações realizadas fora do país.

“Esses resultados são fruto do trabalho integrado entre as forças de segurança, com participação da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal. Em alguns casos, as investigações ultrapassam as divisas estaduais e chegam até outros países, como a Bolívia, onde seis lideranças foram localizadas e presas. Essas ações têm impacto direto na redução de crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro”, afirmou.

Ao longo dos quatro dias de programação, o encontro reunirá especialistas e autoridades da segurança pública, do sistema de Justiça e de instituições do setor financeiro para debater técnicas avançadas de investigação, inteligência financeira e instrumentos jurídicos voltados à repressão às organizações criminosas e à recuperação de ativos obtidos por meio de atividades ilícitas.

Com Canis do Batalhão de Choque e da CORE, Operação Cerco encontra drogas e aprofunda buscas em área de mata Varreduras seguem intensificadas na região de Jequié. Forças Estaduais e Federais intensificaram as diligências. (Fotos: Divulgação Ascom / SSP)

Com apoio dos Canis do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Coordenação de Operações e Recursos Especiai (CORE) da Polícia Civil, a Operação Cerco localizou, na manhã desta quarta-feira (29), drogas e segue com as buscas por integrantes de facção que fugiram por uma região de mata, em Jequié.

As varreduras têm como objetivo auxiliar na captura de criminosos envolvidos com tráficos de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores.

Forças Estaduais e Federais intensificaram as diligências em toda a região do Médio Rio de Contas. Informações sobre integrantes de facções podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP).

Operação Cerco faz detém dois integrantes de uma facção

  • Por: Alberto Maraux
Operação Cerco faz detém dois integrantes de uma facção Equipes das Polícias Militar e Civil, além da FICCO Bahia seguem na região fechando o cerco contra o grupo criminoso. (Foto: Divulgação / Ascom SSP)

Dois integrantes de uma facção foram alcançados nesta quarta-feira (29), em Jequié, por equipes das Polícias Militar e Civil, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia.

As prisões aconteceram durante a deflagração da Operação Cerco, que tem como objetivo combater uma facção envolvida com mortes violentas, tráficos de drogas e armas, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.

Um acampamento também foi localizado e destruído pelas Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública. Equipes da FICCO Bahia, PC e PM seguem promovendo diligências em áreas urbana e rural de Jequié.

Leilão judicial de veículos apreendidos em investigações da Polícia Civil supera R$ 2 milhões Alienação antecipada integra estratégia de recuperação de ativos vinculados ao crime organizado. (Foto: Ascom / PCBA)

Cerca de 40 veículos, entre automóveis e motocicletas apreendidos em operações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), foram destinados a novos proprietários nesta segunda-feira (13), após leilão judicial que arrecadou mais de R$ 2 milhões. Os bens foram apreendidos no âmbito de investigações relacionadas a crimes patrimoniais e financeiros, incluindo as operações Falsas Promessas e Primus.

Entre os veículos alienados estão bens de alto valor de mercado, como um Tesla, um Camaro e uma caminhonete Silverado equipada com sistema de som automotivo, além de motocicletas e outros automóveis vinculados a investigações sobre lavagem de dinheiro. A retirada dos veículos ocorreu no Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana, e também na sede da Polícia Civil, no Largo da Piedade, em Salvador.

Quarenta lotes foram arrematados, totalizando mais de R$ 2 milhões em recursos provenientes da alienação antecipada de bens relacionados a crimes de lavagem de dinheiro.

Recuperação de ativos fortalece o combate ao crime organizado

A recuperação de ativos consiste na identificação, bloqueio judicial e posterior destinação de bens e valores vinculados a práticas criminosas. O objetivo é impedir que o patrimônio obtido de forma ilícita continue financiando atividades criminosas e, ao mesmo tempo, converter esses recursos em investimentos que contribuam para o fortalecimento da segurança pública.

O procedimento segue etapas definidas pela legislação e por normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que priorizam a alienação antecipada de bens sujeitos à depreciação ou que gerem custos elevados de manutenção. Entre as fases do processo estão a investigação patrimonial para identificação de bens vinculados à atividade

criminosa, a apreensão ou o sequestro judicial dos ativos, a avaliação do risco de deterioração ou perda de valor, a autorização judicial para alienação antecipada e o depósito judicial dos valores arrecadados.

Os recursos obtidos podem ser destinados ao Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Civil da Bahia, possibilitando reinvestimentos em tecnologia, capacitação profissional e melhorias estruturais. Conforme a Resolução nº 558/2024 do CNJ e a Lei Estadual nº 14.648/2023, a destinação desses valores fortalece a persecução penal e contribui para maior eficiência na gestão dos ativos apreendidos, além de reduzir custos ao Estado.

Descapitalização de organizações criminosas

Somente neste ano, a Polícia Civil da Bahia obteve autorização judicial para bloqueio de cerca de R$ 13 bilhões em bens e valores relacionados a investigações criminais. A estratégia de recuperação de ativos busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas, retirando delas a capacidade de reinvestir recursos ilícitos em novas atividades delituosas.

Além de reduzir o poder econômico de grupos criminosos, a alienação antecipada permite que os valores retornem à sociedade por meio de investimentos em estrutura, inteligência policial, capacitação e modernização tecnológica, reforçando a atuação estratégica da Polícia Civil no enfrentamento à criminalidade organizada.

Casal é preso por envolvimento em esquema de fraude eletrônica

  • Por: Guilherme Santos / Ascom PCBA
Casal é preso por envolvimento em esquema de fraude eletrônica A ação integrada com a Polícia Civil do Mato Grosso busca desarticular um grupo que invadia dispositivos para furtar dados bancários. (Foto: Ascom / PCBA)

A Polícia Civil da Bahia, em apoio à Polícia Civil do Mato Grosso, deflagrou, na tarde de domingo (29), a Operação Bad Fish, com o objetivo de reprimir um grupo atuante no crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica. Um casal investigado por essa prática foi preso em um estabelecimento comercial, na Avenida Juracy Magalhães, na cidade de Vitória da Conquista.

As investigações conduzidas pela polícia judiciária mato-grossense apontaram que o grupo se utilizava de uma técnica denominada “phishing”, por meio da qual efetuava invasões de dispositivos eletrônicos para capturar dados pessoais e bancários de vítimas. O golpe consiste no uso de informações e mensagens falsas, aparentando ser de fontes confiáveis, para subtrair dados sensíveis, como senhas, números de cartões de crédito e credenciais bancárias.

Ainda de acordo com as apurações, os suspeitos invadiram um dispositivo informático de uma empresa sediada na cidade de Cuiabá (MT), onde credenciais bancárias de uma vítima foram capturadas. Com os dados, os investigados acessaram a conta bancária da vítima e realizaram transferências de valores para contas pessoais de outros envolvidos no crime.

Parte dos valores foi convertida em criptoativos, de forma a ocultar o patrimônio obtido ilicitamente, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 34 mil foram subtraídos na ação criminosa.

Durante a operação, foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, além de pedidos de bloqueio de valores depositados em contas bancárias. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

As diligências foram realizadas pelas Polícias Civis da Bahia e do Rio Grande do Sul, na cidade baiana de Vitória da Conquista e no município gaúcho de Portão. Um homem e uma mulher, ambos de 28 anos, foram presos por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sudoeste). Eles foram conduzidos a uma unidade policial, onde tiveram a prisão preventiva cumprida pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ambos seguem custodiados, à disposição do Poder Judiciário.

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