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Governo da Bahia entrega novo Cetas para fortalecer proteção à fauna silvestre no Oeste baiano Os números reforçam a importância dessas unidades na recuperação de animais vítimas de tráfico e outros impactos ambientais. (Foto: Divulgação / Ascom Inema)

A Bahia está prestes a dar um passo importante na proteção da sua biodiversidade. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) entregará na cidade de Barreiras, nesta sexta-feira (26), o novo Centro Estadual de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Oeste), voltado ao resgate, triagem, reabilitação e soltura de animais silvestres oriundos de apreensões, entregas voluntárias ou situações de risco.

Com investimento de mais de R$ 7 milhões, a unidade vai atender a região Oeste do estado com uma infraestrutura moderna e adaptada às exigências legais e técnicas para o manejo da fauna silvestre. Ao todo serão 23 viveiros, sendo 15 internos, dos quais quatro serão destinados a animais classificados como nível 3, que exigem manejo especializado por apresentarem potencial de causar lesões graves ou até fatais e mais 8 viveiros externos.

O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, ressalta que a localização estratégica do novo Cetas permite atender áreas de Cerrado e transição com a Caatinga, biomas que abrigam rica diversidade de espécies.

“Essa unidade vai suprir uma lacuna histórica da região Oeste, que agora terá um centro próprio para receber e cuidar dos animais silvestres com segurança, qualidade e dentro dos protocolos exigidos. Será um espaço de triagem, recuperação e, sempre que possível, de reintegração dos animais ao seu habitat”, afirmou Dantas.

Após a inauguração, o Cetas de Barreiras passará a integrar a rede estadual de atendimento à fauna silvestre mantida pelo Inema. Atualmente, o Instituto possui unidades em Salvador e Cruz das Almas. Com a entrada em operação do novo centro, a rede passa a contar com três unidades distribuídas em regiões estratégicas da Bahia.

Rede já atendeu mais de 61 mil animais

Desde o início das operações, em 2020, até dezembro de 2025, os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) da Bahia registraram resultados expressivos no acolhimento e reabilitação da fauna. No período, foram recebidos 61.395 animais, dos quais 32.427 foram devolvidos à natureza, alcançando uma taxa de reabilitação de aproximadamente 52%. Os números reforçam a importância dessas unidades na recuperação de animais vítimas de tráfico e outros impactos ambientais.

Disque Resgate

O serviço de resgate de animais silvestres está disponível pelo Disque Resgate, via WhatsApp (71) 99661-3998, para que a população possa contribuir com a preservação da fauna local.

Serviço:

O que: Inauguração do Cetas Oeste

Horário: A partir das 8h30

Local: Avenida Fluminense, S/N, Bairro do Flamengo, Barreiras - CEP 47802-704

Inema reforça combate ao transporte ilegal de animais após apreensão de ouriços africanos A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira (14), durante abordagem a um ônibus interestadual no km 760 da rodovia, no âmbito da Operação Conatus. (Foto: Ascom / Reprodução - CETAS)

Quatro ouriços pigmeus africanos apreendidos durante fiscalização na BR-116, no município de Poções, Sudoeste da Bahia, estão sob cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Vitória da Conquista, unidade administrada pela prefeitura do município e que dá apoio as ações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), na região Oeste da Bahia. Os animais, considerados exóticos e submetidos a controle rigoroso pela legislação ambiental, foram encontrados sem documentação e passam por avaliação clínica enquanto aguardam definição de destinação legal.

A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira (14), durante abordagem a um ônibus interestadual no km 760 da rodovia, no âmbito da Operação Conatus. No bagageiro do veículo, que fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Sobral (CE), foram localizados dois casais de ouriços acondicionados em condições inadequadas, sem comprovação de origem ou autorização para transporte. Segundo informações levantadas pela PRF, os animais tiveram origem no estado do Paraná e seriam levados ao Ceará.

Por se tratarem de animais exóticos, a legislação ambiental exige a apresentação de nota fiscal, declaração de origem emitida por criadouros credenciados e regularizados, além de identificação individual por microchip e comprovação de esterilização. A ausência desses requisitos caracteriza irregularidade e impede a rastreabilidade dos espécimes. O responsável pela ocorrência está sujeito à multa de R$ 2.600,00 por introduzir espécimes de animais exóticos fora de sua área de distribuição natural sem anuência da autoridade ambiental competente.

Após a apreensão, os animais foram encaminhados ao CETAS, onde permanecem sob monitoramento. O transporte até a unidade foi realizado pela própria PRF. O procedimento administrativo relacionado ao caso é conduzido pelo Inema, responsável pela apuração e adoção das medidas cabíveis conforme a legislação vigente.

No centro, os ouriços recebem alimentação e cuidados adequados à espécie. Segundo o médico veterinário e coordenador da unidade, Aderbal Azevedo, os animais estão sendo assistidos desde a chegada.

“Os ouriços foram encaminhados pela PRF diretamente ao CETAS, onde permanecem sob cuidados até a definição da destinação legal. Neste período, recebem água e alimentação compatível com a espécie, incluindo ração, frutas frescas e insetos específicos da dieta”, explicou.

Atendimento e resgate de fauna

O Inema também realiza atendimento à população em ocorrências envolvendo animais silvestres. Situações como encontro de animais feridos, fora de seu habitat natural ou entregas voluntárias podem ser comunicadas por meio do Disque Resgate, pelo número (71) 99661-3998.

O transporte e a comercialização de animais sem autorização podem gerar impactos à fauna, como riscos sanitários, maus-tratos e a introdução de espécies fora de seus habitats naturais. A atuação integrada entre fiscalização e gestão ambiental busca coibir essas práticas e assegurar o cumprimento da legislação.

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