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Bahia registra recorde de ovos pelo sexto ano consecutivo e movimenta R$ 879,9 milhões A proposta envolve a articulação com a Associação Baiana de Avicultura (ABA) e outros agentes do setor, ampliando a organização da produção e as oportunidades de comercialização. (Foto Divulgação / Seagri)

Presente no cuscuz do café da manhã, no almoço ou no jantar, o ovo de galinha é um dos alimentos mais populares na mesa dos baianos. E a produção estadual tem motivos para comemorar. Em 2025, a Bahia alcançou a marca histórica de 134,1 milhões de dúzias de ovos produzidas, o maior volume já registrado na série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, divulgado no período em que se celebra o Dia Mundial do Ovo, nesta sexta-feira (9), consolida o sexto ano consecutivo de expansão da atividade no estado.

A avicultura de postura baiana também apresentou avanço econômico. O valor da produção cresceu 18,7% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 879,9 milhões. Os números reforçam a importância do setor para a economia estadual, a geração de renda no campo e o abastecimento alimentar.

O desempenho é acompanhado por ações do Governo da Bahia voltadas ao desenvolvimento do setor, com destaque para a defesa sanitária do plantel avícola, a prevenção de doenças e o apoio à agricultura familiar. Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis, os resultados demonstram a importância de manter políticas públicas que contribuam para o crescimento da atividade e a segurança alimentar da população. “O ovo de galinha é um alimento presente na casa de todo baiano. Não pode faltar no prato”, destacou o secretário, ao ressaltar que o aumento da produção amplia a oferta de um alimento acessível e essencial à mesa das famílias.

Municípios impulsionam produção recorde

Eunápolis, no extremo sul baiano, lidera a produção estadual, com 28,1 milhões de dúzias de ovos em 2025. O município responde por aproximadamente um em cada cinco ovos produzidos na Bahia. Na sequência aparecem Barreiras, no oeste do estado, e Entre Rios, no litoral norte. Outro destaque é Glória, que registrou crescimento de 27,7% no volume produzido, alcançando a quarta posição no ranking estadual. No cenário nacional, a Bahia ocupa a 12ª posição entre os maiores produtores de ovos de galinha, respondendo por 2,3% das 5,7 bilhões de dúzias produzidas no Brasil.

Defesa sanitária fortalece a avicultura baiana

Entre as principais ações do Governo da Bahia para apoiar a avicultura está a defesa sanitária animal, considerada fundamental para proteger os plantéis, reduzir riscos de doenças e preservar a competitividade do setor. Por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), autarquia vinculada à Seagri, o estado executa ações do Programa Nacional de Sanidade Avícola, que incluem vigilância epidemiológica, prevenção e controle de doenças, além de fiscalização e inspeção sanitária. O monitoramento da influenza aviária é uma das prioridades, diante dos riscos que a doença representa para a produção e a comercialização de produtos avícolas. “Manter a Bahia sem focos de influenza aviária é um trabalho contínuo da Adab e protege a competitividade da nossa avicultura”, afirmou Vivaldo Góis.

Incentivo à agricultura familiar amplia oportunidades

O apoio à agricultura familiar também integra as estratégias do Governo da Bahia para ampliar as oportunidades de geração de renda nas comunidades rurais. Uma das ações é o edital Galinha Caipira da Bahia, desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do projeto Bahia que Produz e Alimenta, com ações previstas para 2025 e 2026. O projeto busca formar Alianças Produtivas com organizações da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais que atuam na criação de galinhas caipiras e na produção de ovos. A proposta envolve a articulação com a Associação Baiana de Avicultura (ABA) e outros agentes do setor, ampliando a organização da produção e as oportunidades de comercialização

Expoagri de Irecê chega à 25ª edição com foco em negócios, tecnologia e entretenimento Organizada pela Associação dos Pecuaristas da Região de Irecê, a feira deve atrair cerca de 80 mil visitantes ao longo dos quatro dias. (Foto: Ascom / Pref. de Irecê)

A maior feira do agronegócio da região de Irecê, a Expoagri, chega à sua 25ª edição com uma programação que reúne negócios, tecnologia e entretenimento. O evento será realizado de 23 a 26 de abril, no Parque de Exposições do município, e contará com a participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), por meio do Centro Tecnológico Agropecuário (Cetab) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Organizada pela Associação dos Pecuaristas da Região de Irecê, a feira deve atrair cerca de 80 mil visitantes ao longo dos quatro dias. A programação inclui julgamentos de animais de alta genética, lançamento de máquinas e tecnologias agrícolas, além de palestras, oficinas de capacitação e atrações culturais.

No espaço da Seagri, produtores terão acesso a orientações técnicas e informações sobre programas e serviços voltados ao setor agropecuário, oferecidos pelo Cetab e pela Adab. Na quinta-feira (24), das 8h às 13h, a Adab promove um seminário sobre a formalização de agroindústrias de pequeno porte. A atividade será realizada no estande do Centro de Capacitação Regional do Senar e é voltada a produtores que desejam regularizar seus empreendimentos.

Riacho de Santana e Maracás sediam feiras agropecuárias que movimentam economia regional Já em Maracás, um dos eventos mais tradicionais do Vale do Jequiriçá, a programação reúne atividades voltadas à produção e à inovação no campo. (Foto: Divulgação/Ascom Seagri)

Dois dos mais tradicionais eventos agropecuários do interior baiano prometem impulsionar a economia e valorizar o setor rural neste fim de semana do mês de abril. A IX Expo Riacho será realizada entre os dias 17 e 19, no município de Riacho de Santana, no Sudoeste do estado. Já a 24ª Exposição Agropecuária de Maracás acontece nos dias 18 e 19, no parque de exposições da cidade, no Vale do Jequiriçá.

As duas feiras integram o calendário oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), que reúne mais de 40 eventos ao longo do ano em diferentes regiões do estado, fortalecendo o setor agropecuário e promovendo o desenvolvimento regional.

O secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Góis, destaca a importância dessas iniciativas para o interior. Segundo ele, as feiras agropecuárias desempenham papel estratégico na geração de emprego e renda, no aquecimento do comércio local e na difusão de inovações tecnológicas no campo. “O apoio do Governo do Estado a esse calendário reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões do interior”, afirmou.

Em Riacho de Santana, a Seagri participa por meio do Centro Tecnológico Agropecuário (CETAB), oferecendo orientação técnica aos produtores e distribuindo material informativo. A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) também estará presente, com a Unidade do Território do Velho Chico, realizando atendimento ao público, fiscalização sanitária dos animais expostos e orientações sobre fitossanidade.

Já em Maracás, um dos eventos mais tradicionais do Vale do Jequiriçá, a programação reúne atividades voltadas à produção e à inovação no campo. Estão previstos torneio leiteiro, Copa de Marcha equina, além de exposições de flores, hortaliças, máquinas agrícolas e insumos. A feira contará ainda com palestras sobre manejo sanitário, gestão de propriedades rurais e novas tecnologias aplicadas à produção rural. Na última edição, o evento atraiu cerca de 45 mil visitantes.

Bahia inicia nova fase de atualização cadastral do rebanho bovino em novembro O objetivo é garantir a rastreabilidade dos animais e o controle sanitário da produção pecuária. (Foto: Ascom/Seagri)

A atualização cadastral de todo o rebanho bovino do estado da Bahia terá início no próximo dia 1º de novembro e se estenderá até 15 de dezembro. A medida, determinada pela Portaria 678 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é obrigatória para manter o status de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação do estado.

A Bahia, como região livre da doença, exige o cadastramento sistemático e compulsório de todo o rebanho bovino, bubalino e de espécies, como ovinos, caprinos e suínos. O objetivo é garantir a rastreabilidade dos animais e o controle sanitário da produção pecuária.

Para atualizar o cadastro, o criador deve acessar o site da Adab ou comparecer a um dos 392 escritórios espalhados por todo o estado. O pecuarista que não realizar o cadastro terá a propriedade bloqueada para o trânsito de animais.

Chapada Diamantina conquista Indicação Geográfica para cafés produzidos na região O café produzido nessa região montanhosa da Bahia acaba de receber uma Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO). (Foto: Divulgação/Seagri)

A Chapada Diamantina, reconhecida mundialmente por suas belezas naturais, consolida sua posição como uma das regiões cafeeiras mais promissoras do Brasil. O café produzido nessa região montanhosa da Bahia acaba de receber uma Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO). Esta é a primeira DO da Bahia.

O reconhecimento, reivindicado pela Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina, destaca a qualidade superior e as características únicas do café da região. Estudos realizados pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e pela Universidade Federal da Bahia confirmam que fatores como altitude, temperatura e orientação da encosta onde os cafezais são cultivados, combinados com práticas pós-colheita tradicionais, são determinantes para a qualidade do café.

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a DO “Chapada Diamantina” abrange 24 municípios da Mesorregião Centro-Sul Baiano, incluindo Lençóis, Mucugê, Piatã e Rio de Contas, entre outros. Os cafés dessa região, todos da espécie Coffea arabica L., destacam-se por suas notas sensoriais exclusivas, como acidez cítrica, corpo encorpado e um retrogosto prolongado.

Cafés processados ??por via seca (natural) da Chapada frequentemente atingem resultados superiores a 85 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA), competindo de igual para igual com os melhores cafés colombianos e etíopes. “Essa conquista é um orgulho para a Bahia e um reconhecimento ao trabalho incansável dos cafeicultores da Chapada Diamantina”, comemorou o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, acrescentando: “a IG consolida a Bahia como um polo de produção de café de alta qualidade e abre novas perspectivas para o setor, impulsionando a economia local e fortalecendo a marca ‘Café da Bahia’ no mercado nacional e internacional”.

Fórum

Para promover o desenvolvimento regional da produção de café e outras culturas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), em parceria com o Inpi, está organizando um curso de Indicação Geográfica (IG). A capacitação, que contempla funcionários públicos e secretarias do Estado da Bahia, visa fortalecer o conhecimento sobre as IGs e impulsionar o registro de novos produtos baianos com essa classificação.

Para Wallisson Tum, o Fórum Baiano de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas é uma instância fundamental para apoiar o estudo e o registro de novas IGs no estado da Bahia. Atualmente, o estado possui um vasto potencial para novas indicações, com aproximadamente cinquenta potenciais novas IGs levantadas em estudos de universidades baianas.

“As IGs são uma ferramenta poderosa para valorizar os produtos locais, fortalecer as cadeias produtivas e promover o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras”, afirma. “Com o registro de novas IGs, a Bahia poderá aumentar sua competitividade no mercado nacional e internacional, além de preservar o patrimônio cultural e natural do estado”, ressalta.

A formação ocorrerá durante a 33ª edição da Fenagro, uma das maiores feiras agropecuárias do país, que também abrigará a reunião do Fórum Brasileiro de Indicações Geográficas. O evento acontece de 28 de novembro a 8 de dezembro no Parque de Exposições de Salvador.

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