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Com 8,4 mil novas vagas em abril, Bahia mantém ritmo de crescimento do emprego formal Em termos absolutos, a Bahia exibiu o melhor resultado na região. (Foto ilustrativa: Rafael Martins / GOVBA)

Em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 8.461 postos com carteira assinada. Trata-se do quarto mês seguido com saldo positivo no ano. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia.

No último mês de abril, três das cinco grandes atividades registraram saldo positivo na Bahia. O segmento de serviços contou com a ampliação de 4.788 vagas, sendo o que mais gerou postos. Em seguida vieram 3.124 vagas no setor de construção e a indústria geral, com 2.098 vínculos. No mês, o Brasil computou um saldo de 85.888 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 18.714 postos – oscilações de +0,18% e +0,24% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia exibiu um aumento relativo de +0,39%, maior tanto do que o da região nordestina quanto do que o do país.

Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 24 delas em abril. A Bahia exibiu o quarto maior saldo do país. No Nordeste, apenas dois estados não experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o melhor resultado na região. Em termos relativos, o estado baiano também se situou na primeira posição.

Acumulado do ano

No agregado do ano, de janeiro a abril, a Bahia preencheu 37.959 novas vagas – aumento de 1,78% em relação ao total de vínculos do começo do ano. De janeiro a abril, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de serviços foi o de maior saldo, com 23.595 vagas. Em seguida, o segmento de construção alcançou 11.021 empregos, enquanto a indústria geral somou 5.880 vínculos e o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura apontou 612 empregos.

O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 699.762 e 70.137 novas vagas, respectivamente – altas de 1,49% e 0,89% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia apresentou alta de 1,78%, dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do Nordeste quanto do que o do país.

No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sétimo maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na décima colocação no país e na primeira posição na região nordestina.

Dia Mundial do Café: Chapada Diamantina, Barra do Choça e Barra da Estiva reforça liderança do Nordeste Ainda segundo o Instituto, o café gerou o 4° maior valor da agricultura baiana, com R$4,023 bilhões (8,5% do valor agrícola do estado). (Foto: Divulgação/ Ascom Seagri)

Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café, o Brasil celebra um dos produtos mais consumidos e que faz parte da identidade cultural do país. E a Bahia deverá seguir como um dos principais produtores brasileiros do fruto em 2026, sendo líder no Nordeste e ocupando a quarta posição no ranking nacional, com 227,9 mil toneladas a serem colhidas. O montante corresponde a 5,9% da produção do país, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

Ainda segundo o Instituto, o café gerou o 4° maior valor da agricultura baiana, com R$4,023 bilhões (8,5% do valor agrícola do estado). "As condições favoráveis de clima e solo, aliadas ao trabalho de qualidade e inovação realizado pelos produtores, têm resultado em um café de excelência na Bahia, reconhecido no Brasil e no mundo. A Seagri seguirá atuando para apoiar a cadeia produtiva através de políticas públicas para estimular ainda mais a produção", declara o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis.

Desde 2016, o café canephora ou conilon, originário da África Ocidental e que possui como algumas das características a facilidade na produção e maior resistência a pragas e doenças, tem sido predominante na Bahia e deve representar, este ano, seis de cada dez toneladas do montante a ser colhido (133.055 toneladas). O café arábica, mais refinado e variado em acidez, corpo e sabor, tem estimativa de produção de 94,8 mil toneladas, ou seja, 41,6% do total.

As regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina concentram a maior parte dos 130 municípios que produzem café na Bahia. Com 26,1 mil toneladas, Itamaraju ocupa o primeiro lugar na produção baiana, seguido de Prado, com 22,7 mil toneladas; Barra da Estiva, com 15,6 mil toneladas; Porto Seguro, com 15 mil toneladas; e Barra do Choça, com 14,9 mil toneladas.

Expansão e qualidade

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, a área de planalto na região de Vitória da Conquista é tradicional no café arábica, com forte presença da agricultura familiar. "É uma localidade que se destaca pela resiliência e agora pela busca crescente por certificações de sustentabilidade e através do cooperativismo a agregação de valor", pontua. Já o Extremo Sul é considerado o “pulmão" do café conilon na Bahia devido ao clima quente e úmido, perfeito para a variedade, que tem tido demanda crescente pela indústria de solúveis e blends.

O Oeste baiano também vem se consolidando como um polo emergente na produção de café. A região conquistou, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência para o café arábica, reconhecimento que atesta a qualidade e a origem do produto.

Fatores naturais e tecnológicos explicam esse desempenho: áreas com altitude média de 700 metros, elevada luminosidade, baixa amplitude térmica e solos profundos e variados criam condições ideais para o cultivo. Somam-se a isso os altos níveis de produtividade, impulsionados por sistemas de irrigação e mecanização, voltados à produção em escala e à padronização exigida pelo mercado internacional.

Outra região que também possui o selo IG, na categoria Denominação de Origem, é a Chapada Diamantina. Contribuem para a qualidade do café da localidade características como altitude elevada que alcança 1.300 metros, baixa temperatura e orientação da encosta onde os cafezais são cultivados, combinados com práticas pós-colheita tradicionais. O resultado é um produto com notas sensoriais exclusivas, como acidez cítrica, corpo encorpado e um retrogosto prolongado, que tem despertado a atenção de paladares pelo mundo.

A Bahia ainda possui potencial para expandir o plantio de café para outras regiões. Os estudos de zoneamento (Zarc) no Vale do São Francisco, famoso pelas frutas, mostram potencial para a produção de café conilon irrigado, aproveitando a infraestrutura já existente de canais.

O Baixo Sul e o Recôncavo, com história na produção de cacau, guaraná e borracha, também são áreas favoráveis para o fruto. "Através do plantio do café conilon, os produtores podem diversificar as culturas, incrementar a agrofloresta e mitigar os riscos climáticos e econômicos, aproveitando também a logística portuária", completa Pinheiro Filho.

Políticas públicas

O Governo do Estado, por meio da Seagri, vem atuando na articulação da cadeia produtiva do café em parceria com as câmaras setoriais. As ações envolvem a consolidação de uma rede voltada para a produção de grãos de alto padrão, com investimentos em modernização do sistema produtivo, assistência técnica, infraestrutura de comercialização e fortalecimento das cooperativas. A pasta também coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, responsável pelo processo que já rendeu oito Indicações Geográficas (IGs) a produções na Bahia.

  • Bahia
  • 09 / Ago / 2024 - 10:06

Bahia lidera exportações agrícolas no Nordeste em 2024

  • Por: Ascom Seagri
Bahia lidera exportações agrícolas no Nordeste em 2024 O estado representou 44,29% das exportações totais do Nordeste, um testemunho da sua robustez econômica e da qualidade excepcional dos seus produtos. (Foto: Divulgação)

No cenário pujante do agronegócio brasileiro, a Bahia se destaca como uma força de ponta no Nordeste, liderando as exportações agrícolas da região no primeiro semestre de 2024. Com um volume de negócios de 2,8 bilhões de dólares em produtos enviados para mercados internacionais, o estado representou 44,29% das exportações totais do Nordeste, um testemunho da sua robustez econômica e da qualidade excepcional dos seus produtos.

O complexo de soja, com sua demanda global crescente, foi o carro-chefe das exportações, constituindo 40,5% do total, seguido por produtos florestais, que representaram 25,64%, fibras e produtos têxteis com 15,15%, e o renomado cacau baiano, que compôs 6,5% das exportações. Essa diversidade não apenas sublinha a riqueza do portfólio agrícola da Bahia, mas também reflete a capacidade de adaptação e inovação dos produtores locais.

Segundo o secretário da agricultura da Bahia, Wallison Tum, “a variedade das commodities que exportamos é um espelho da riqueza e do dinamismo do nosso agronegócio, que continua a se expandir e a conquistar novos mercados”.

O sistema Agrostat, administrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), aponta a China como o principal destino das exportações baianas, absorvendo 45,41% dos produtos. Esta parceria estratégica com o gigante asiático não só reforça a posição da Bahia como um player global, mas também destaca a importância do estado como um hub de agronegócio inovador e sustentável.

A Bahia continua a investir em tecnologias agrícolas avançadas e práticas sustentáveis, garantindo que a qualidade dos seus produtos atenda aos padrões internacionais mais exigentes. Com uma visão voltada para o futuro, o estado se prepara para não apenas manter, mas fortalecer sua liderança nas exportações agrícolas, promovendo a prosperidade econômica e o desenvolvimento sustentável da região.

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