Guanambi debate proibição de cigarros eletrônicos em espaços públicos com base em projeto de alunos da UniFG
Segunda / 29.09.2025
Por UniFG

Quando aprovada, lei pretende equiparar os dispositivos aos cigarros convencionais, protegendo a população contra a exposição passiva. (Foto: Freepik)
Um trabalho acadêmico realizado por alunos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UniFG, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, se transformou em um projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores de Guanambi. O projeto propõe a proibição do uso de cigarros eletrônicos (VAPE) em locais públicos da cidade e agora aguarda a sanção do prefeito para entrar em vigor.
A ideia para a elaboração do projeto surgiu durante um debate dentro da sala de aula sobre a quantidade de jovens que fazem uso do cigarro eletrônico, o que levou a uma pesquisa sobre os impactos à saúde. A partir dessa discussão, o projeto foi desenvolvido como parte das atividades acadêmicas na unidade curricular de Fisioterapia Cardiorrespiratória e, com o apoio da comunidade local, avançou até ser apresentado à Câmara Municipal.
De acordo com a fisioterapeuta e professora da universidade, Sabrina Boaventura, o trabalho não só permitiu que os alunos aplicassem seus conhecimentos de forma prática, como também teve um grande impacto na conscientização sobre o uso do VAPE, especialmente entre os jovens. “Esse tipo de projeto impacta a vida do aluno, pois além de incentivar a pesquisa, levanta atenção para uma questão social e desperta o interesse sobre formas de intervenção através da educação continuada”, afirmou.
Agora, com a aprovação na Câmara, o Projeto de Lei aguarda a sanção do prefeito. Caso sancionada, a lei representa um avanço na regulamentação do uso de cigarros eletrônicos em Guanambi, servindo também de modelo para outras cidades e instituições de ensino.
"Quando nossos alunos, orientados por nossos professores, aplicam o conhecimento teórico para identificar e solucionar um problema da comunidade, eles vivenciam na prática o propósito da UniFG: formar não apenas excelentes profissionais, mas cidadãos conscientes e engajados. Ver um trabalho acadêmico de Fisioterapia transcender os muros da universidade e se tornar uma política pública que vai beneficiar toda a população de Guanambi enche-nos de orgulho e reafirma nosso compromisso com uma aprendizagem que é ativa, inovadora e com impacto social. Esta é a materialização do nosso propósito de transformar o Brasil pela educação”, destaca Mauro César Ribeiro, diretor do Centro Universitário UniFG.