Marcelo Nilo aguarda brecha para se desfiliar do PDT; PL deve ser a nova legenda

Sábado / 06.06.2015

Por Redação Sertão Hoje

Foto: Arquivo/Sertão Hoje

Entre os beneficiados com a possibilidade de debandada de partido com a janela que deve ser aberta com a reforma política está o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL), deputado Marcelo Nilo (PDT), que aguarda o desenrolar das discussões no Congresso Nacional para assinar a sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista.  Nos últimos dias, o próprio Marcelo Nilo, ao ser convidado para o uso da palavra em evento do PT em Salvador, anunciou a saída da legenda. A decisão foi tomada após o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, garantir a Félix Mendonça Jr. a permanência na presidência do partido pelo menos até o final de novembro.

Pelas regras atuais, se eleito, o político deve permanecer na legenda até o final do mandato, salvo em casos como fusão partidária ou justa causa, como determina a lei eleitoral. Caso contrário, perde o mandato, já que, segundo a Justiça Eleitoral, o mandato pertence ao partido. Mas, o relatório da reforma política, que deve ser discutida na semana que vem, cria uma janela de 30 dias, após a promulgação da nova lei eleitoral, o que permite a deputados federais, estaduais e vereadores mudarem de partido sem que seus mandatos sejam questionados na Justiça Eleitoral.

Com a possibilidade da brecha, sem que o político seja punido pela infidelidade partidária, Nilo adiantou seus passos e foi ao encontro, em Brasília, do presidente nacional do PSD e principal articulador da recriação do Partido Liberal (PL), o ministro das Cidades, Gilberto Kassab. A reunião tête-à-tête foi arranjada pelo senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.

Nilo saiu do encontro com a garantia de presidir o PL na Bahia. Além dele, os ex-deputados Clóvis Ferraz e Edson Pimenta, atualmente filiados ao PSD, seriam os responsáveis por recolher assinaturas dos eleitores baianos. À Tribuna, Ferraz informou que as assinaturas já foram recolhidas em diversos municípios baianos, mas elas ainda não foram enviadas aos cartórios eleitorais para homologação. (Fonte: Tribuna da Bahia)