Início do vazio sanitário decreta fim da colheita de algodão na Bahia, diz Abapa

Sexta / 04.10.2019

Por Redação Sertão Hoje

Atualmente, cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos e os outros 60% são comercializados junto às indústrias têxteis no Brasil.

Com início nesta terça-feira (01), o vazio sanitário de algodão marca o fim de uma colheita na Bahia, que deve garantir uma safra de 1,5 milhão de toneladas (caroço e pluma), de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Durante dois meses, os produtores devem manter a área livre de qualquer tipo de resto de cultura de algodão a fim de reduzir os índices de bicudo para a próxima safra 2019/2020, que deverá começar o plantio a partir de 1º de dezembro. Em relação à safra passada, houve um crescimento de 15% na produção e de 25,5% de área cultivada, principalmente na região Oeste da Bahia, alcançando os 331.028 mil hectares.

Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia consolida a fase de crescimento gradual, que vem ocorrendo há três safras consecutivas, e que vem depois de um período de perdas por conta da estiagem. Com pacote de tecnologia em sementes, adubos e defensivos ainda mais modernos, os produtores baianos atingiram uma média em produtividade superior a 303 arrobas/hectare, mesmo em um ano com perdas por conta da irregularidade das chuvas. Atualmente, cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos, como China, Indonésia, Bangladesh e Vietnã, e os outros 60% são comercializados junto às indústrias têxteis no Brasil.