Sertão Hoje

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Bahia lidera a produção de 11 tipos de minério

Quinta / 29.10.2020

Por Redação Sertão Hoje

Em agosto, a atividade gerou R$ 9,4 milhões à cofres municipais. O setor é responsável por quase 2% do PIB da Bahia. Na foto, a Mina de Ferro, em Caetité. (Foto: Joane Imgem / Bamin)

Quarto maior produtor nacional de bens minerais, a Bahia lidera a exploração de 11 tipos de minérios e metais preciosos, como quartzo, magnesita, diamante, gerando R$ 564 milhões. O estado é também rico em ouro, com 36% do total produzido, em cobre (19%) e níquel (13%) – a maior parte dessas jazidas localizada em Jacobina, Juazeiro e Itagibá, respectivamente. E o único a fabricar vanádio, em Maracás, e urânio, em Caetité.   

Somente em agosto, a atividade gerou aos cofres desses municípios uma arrecadação de R$ 9,4 milhões via Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), ou royalties. A expectativa é que a mineração baiana receba, nos próximos anos, até US$ 12,8 bilhões em investimentos. Os projetos são relacionados à produção de zinco, bauxita, ferro, calcário, entre outros. Os dados são do informe executivo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com informações da Agência Nacional de Mineração (ANM). O setor é responsável por quase 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do estado.

• Em setembro, a RHI Magnesita anunciou investimentos de R$ 180 milhões na unidade de Brumado;

De acordo com a SDE, no subsolo baiano existem 45 substâncias minerais com potencial econômico já identificadas. Os recursos vão desde água (Alagoinhas) e cromita (Andorinha), passando por talco (Brumado) e rocha ornamental (Belmonte). Destaque para a produção de commodities exclusivos na Bahia, como o granito “azul-bahia” (Potiraguá) ou o mármore “bege-bahia” (Ourolândia). Para o vice-governador e titular da SDE, João Leão, a arrecadação com ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) e CFEM “beneficia o estado, os municípios onde ocorrem as extrações, e os impactados por esta atividade, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) será, sem dúvida, um propulsor para esta locomotiva”.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), no terceiro trimestre do ano a produção nacional de minérios cresceu, em comparação com o segundo, 29,3%, com faturamento da ordem de R$ 50,7 bilhões. A Bahia, quarta colocada, ficou com R$ 1,6 bi, ou 3,2%. O total com royalties arrecadados pelo estado no mesmo período foi de R$ 28,3 milhões (1,9%).

Fonte: Jornal A TARDE.

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