Sertão Hoje

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Tem início a implantação de 200 salas para o tratamento do pé diabético

Quarta / 13.11.2019

Por Redação Sertão Hoje

A Sesab já realizou um programa de treinamento com profissionais da assistência de 64 cidades, visando qualificar este cuidado, prevenindo lesões e internações. (Foto: Sesab)

Até o final do ano serão implantadas 200 salas para o tratamento do pé diabético em toda a Bahia, a maior parte distribuída em municípios com menos de 100 mil habitantes. Uma das primeiras será no município de São Sebastião do Passé, localizado na região metropolitana de Salvador, tendo o secretário da Saúde do Estado (Sesab), Fábio Vilas-Boas, autorizado nesta semana, a cessão de equipamentos para a localidade, a exemplo de doppler pulsado e contínuo, maca e carro de curativo.

A Sesab, por meio da Escola de Saúde Pública (ESPBA) e do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), já realizou um programa de treinamento com profissionais da assistência de 64 cidades, visando qualificar este cuidado, prevenindo lesões e internações associadas ao pé diabético. De acordo com Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. “Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde. Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes na capital, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma Vilas-Boas.
 

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