Sertão Hoje

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Padre Ezequiel Dal Pozzo

Padre Ezequiel Dal Pozzo é cantor e compositor, lidera o Projeto Despertai para o Amor, de evangelização através da música. Já lançou 5 CDS e 1 DVD e roda o Brasil com shows musicais, palestras, missas e pregações. Apresenta o programada de rádio reflexão Despertai para o Amor e o programa de TV Despertai para o Amor. É editor da Revista Despertai para o amor e autor do livro "Beber na fonte do amor”.

O amor precisa amadurecer

Para superar as projeções iniciais do amor, é necessário que o sentimento amadureça. Isso vale a todos nós para compreendermos como funciona, também, os nossos sentimentos. No início do amor, há sempre muita projeção, então a pessoa que começa a namorar alguém projeta nessa pessoa aquilo que ela imagina de melhor. Então parece que ela encontrou a pessoa mais perfeita possível, é o tempo do apaixonamento, onde não se percebe erros no outro, onde também um faz tudo para agradar o outro.

No início do relacionamento, então, os namorados estão no céu. Vivem num clima de lua de mel, de felicidade, parece que tudo é pleno, tudo é maravilhoso. Um corresponde às expectativas do outro, ambos pensam ter encontrado a pessoa ideal, dos seus sonhos, por isso um diz pro outro: você é tudo pra mim, eu encontrei em você tudo aquilo que eu imaginava. Mas, de repente, após certo tempo, as conversas terminam em brigas e não se sabe o porquê. No dia seguinte tudo parece pacífico de novo, até que pouco tempo depois surge outra briga, seguida de nova reconciliação e assim por diante. O que acontece nessa realidade? Por que ocorrem essas brigas, apesar dos dois se amarem? E muitas vezes, quanto mais brigam, mais se amam. Como podemos entender esse comportamento contraditório?

É agora que os parceiros começam a confrontar-se com a problemática das projeções inconscientes e dos seus efeitos sobre o relacionamento. Aquilo que projetavam um no outro, o início de namoro maravilhoso, não é bem assim. É preciso perceber o que foi projetado no outro e o que é, de fato, a realidade. No início de todo o relacionamento, cada um se esforça para corresponder à imagem do outro, para agradar ao máximo o parceiro. De certa forma, a pessoa deixa um pouco de ser ela mesma, para agradar o outro. Muitas vezes, até inconscientemente, quer corresponder às expectativas, reais ou imaginárias, do parceiro. O fato de querer se adequar, incentivado pelo que o outro vai esperar, deixando de agir com naturalidade, com medo de que o outro não vai gostar é uma atitude que não sustenta o relacionamento. Ser verdadeiro, aceitar o outro, sem esconder, sem gerar e sem crias tantas expectativas é a melhor forma de sustentar o amor e fazê-lo amadurecer. A forma como nos relacionamos é que faz com que o amor seja extinguido ou fortalecido. A decisão é de cada um.