Sertão Hoje

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Irlando Oliveira

Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente Coronel. Possui especialização em Gestão da Segurança Pública, pela UNEB; Direitos Humanos, pela Faculdade Dois de Julho; e Programa de Desenvolvimento Gerencial Integrado (PDGI), na área de Gestão de Segurança Pública, pela UNEB e Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social (FAPES).

O anacronismo da política brasileira

Desde há muito, temos sinalizado o anacronismo que tanto tem caracterizado a política brasileira. O modelo vem ensejando a corrupção que tem afetado a nossa economia e concorrido para a estagnação do país. Recursos orçamentários que poderiam — e deveriam — ser canalizados para a promoção social, elevando, para melhor, os nossos índices, vêm sendo malbaratados nas mãos de políticos inescrupulosos, os quais priorizam os seus interesses pessoais em detrimento da coletividade, que a cada dia padece com os atendimentos precários.

Apesar de nessas eleições presidenciais os custos das campanhas terem sido bem menores que as de 2014, tais gastos ainda são assustadores se comparados com outros países, a exemplo da França e Rússia. A situação nas pequenas cidades têm apresentado as mesmas características, senão pior considerando o item proporcionalidade.

O “toma lá da cá” político vem comprometendo drasticamente o desenvolvimento das cidades, dificultando a vida das pessoas, praticamente desprovidas dos serviços públicos essenciais, os quais têm sido apresentados com inúmeras deficiências, gerando enorme prejuízo aos cidadãos que, com seus parcos recursos, se vêem desesperados para solverem seus problemas.

Até quando essa cultura há de perdurar na política brasileira? Nessas eleições presidenciais já vislumbramos uma luz no fim do túnel, vez que o nosso Presidente Bolsonaro deu mostra de que pode-se fazer política sem gastar dinheiro, valendo-se de mais um viés: as redes sociais! Essa quebra de paradigma não somente serviu para a diminuição dos gastos de campanha, mas para dar-lhe maior autonomia e independência para formar o seu governo, não se vendo “preso” a quem quer que seja para promover as nomeações aos inúmeros cargos, que se darão não pelo apadrinhamento político, mas pela competência!