Sertão Hoje

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Irlando Oliveira

Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente Coronel. Possui especialização em Gestão da Segurança Pública, pela UNEB; Direitos Humanos, pela Faculdade Dois de Julho; e Programa de Desenvolvimento Gerencial Integrado (PDGI), na área de Gestão de Segurança Pública, pela UNEB e Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social (FAPES).

Eleições 2018: Militares em alta!

O Brasil vivenciou um período de regime político militar durante exatos vinte e um anos (1964-85), concorrendo para alavancar o progresso do país, projetando-o no cenário internacional. Lamentavelmente, quando se fala sobre isto, alguns — a maioria dessa esquerda comunista — sempre se apegam aos aspectos atrelados à tortura, principalmente, como se o militar fosse “forjado” para tais atrocidades, fingindo não ver a excelência da gestão pública tão própria dos militares estrategistas.

Sem querer aqui fazer apologia ao regime militar — mas observando seus aspectos positivos —, com o advento das eleições diretas, precedidas pelo movimento social “diretas já”, que antecedeu a nossa Carta Magna de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, considerando toda ela ser permeada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, daquele período até os dias de hoje o Brasil vem caminhando tropegamente, cambaleante, não saindo da eterna condição de país emergente, sempre envolvido em corrupção de todo tipo, atingindo seu momento apoteótico com a gestão petista, recordista e com “PhD em roubalheira”.

Nestas eleições, um candidato um tanto “inexpressivo” e “despreparado”, assoma no cenário político pleiteando a Presidência da República, vociferando como sempre, “sem papas na língua”, sem subterfúgios ou tergiversações, simplesmente apresentando um discurso semelhante ao nosso, diante dos sérios problemas do país! O perfil de Jair Bolsonaro é completamente diverso do “politicamente correto”, tão rejeitado na atualidade, já que apresenta sempre um discurso sem credibilidade, pois a teoria — o “blá-blá-blá” — frequentemente se distancia da prática. Afinal, nós brasileiros queremos um presidente mais pragmático!

Na “ponga” do carisma, do respeito e da legitimidade do presidenciável Bolsonaro, vamos encontrar inúmeros militares que intentaram um cargo eletivo, tanto no legislativo federal quanto no estadual, muitos dos quais já eleitos com o encerramento do 1º turno, com destaque aqui na Bahia para o Capitão Alden (PSL), deputado estadual eleito, e o Sargento Fahur (PSD), deputado federal eleito pelo Paraná, este inclusive sendo o mais votado, o 1º lugar, à frente da atual presidente do PT!

A credibilidade, a honra, o respeito, a incorruptibilidade, a vontade e a disposição de acertar, indubitavelmente constituem apanágios de nós militares, que sempre desejamos “vencer o bom combate”. Eis aí alguns dos motivos que concorreram para a eleição de muitos colegas nossos, e concorrerá também para a eleição do nosso Capitão Bolsonaro!