Sertão Hoje

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Irlando Oliveira

Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente Coronel. Possui especialização em Gestão da Segurança Pública, pela UNEB; Direitos Humanos, pela Faculdade Dois de Julho; e Programa de Desenvolvimento Gerencial Integrado (PDGI), na área de Gestão de Segurança Pública, pela UNEB e Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social (FAPES).

Porque Bolsonaro tem sido um fenômeno eleitoral e dividido tantos brasileiros

Talvez esta eleição seja a mais atípica de todas, considerando o ódio exacerbado dos eleitores, ocasionado pela forte crise sócio-econômica, aliado à situação deplorável da segurança pública, à tentativa de homicídio contra Bolsonaro em plena campanha, à vontade da esquerda de se perpetuar no poder, aos valores morais em constante crise, ao desejo espúrio de ressignificar a família, aviltando-a, dentre tantos outros aspectos, os quais vêm nos afligindo a todos.

Diante dos incontáveis movimentos sociais insurgentes contra o atual governo, os quais espocaram naturalmente nos quatro cantos do país, exigindo mudanças imediatas sem quaisquer respostas efetivas, o brasileiro foi se sentindo desassistido nas suas necessidades básicas de cidadão, se revoltando diante dos impostos escorchantes sem direito a absolutamente nada, considerando não dispor daquilo que compõe os pilotis de sustentação de qualquer sociedade: saúde, educação e segurança.

Diante de toda essa situação caótica, e do discurso sempre firme e contundente do presidenciável Bolsonaro, os brasileiros passaram a vê-lo como salvação para essa crise sem precedentes na nossa história, se identificando com o seu arroubo e palavriado, tão próprio para a atual conjuntura, promovendo uma espécie de coro popular, em uníssono: “este me representa!”.

Por outro lado, o país já sendo governado pela esquerda há quinze anos, não logrou atender aos níveis mínimos de satisfação dos brasileiros; pelo contrário, conduziu a nação montando uma verdadeira organização criminosa — vide Lava Jato, cujo chefe-mor já foi condenado pela Justiça, se encontrando preso até hoje —, com o escopo de colocar em prática a sua ideologia político-partidária e, obviamente, se locupletar!

Assim, diante do crescimento assustador de Bolsonaro na campanha política ao Planalto, a esquerda passa, insistentemente, a tentar rotulá-lo de fascista, homofóbico, racista, misógino, dentre outros conceitos pejorativos, certamente em razão de não encontrar nele qualquer indício que o associe a corrupto, condição tão bem apropriada pelos corruPTos comunistas.