Sertão Hoje

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Irlando Oliveira

Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente Coronel. Possui especialização em Gestão da Segurança Pública, pela UNEB; Direitos Humanos, pela Faculdade Dois de Julho; e Programa de Desenvolvimento Gerencial Integrado (PDGI), na área de Gestão de Segurança Pública, pela UNEB e Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social (FAPES).

Eleitor consciente, inconsciente e inconsequente

Temos acompanhado passo a passo destas eleições, mesmo antes do início da campanha propriamente dita, e vemos a forma com a qual cada eleitor vem se engajando nela. Assim, identificamos três tipos de eleitores: o consciente, o inconsciente e o inconsequente. Passaremos então a analisar o perfil de cada um.

O consciente somos nós que, através da análise minuciosa dos fatos que deram origem a uma das maiores crises do país — senão a maior —, optamos pela mudança, buscando, no rol dos candidatos a nós ofertados, aquele com o qual nos identificamos, em razão da postura de firmeza de propósitos e da incorruptibilidade, tão carentes na atual conjuntura. Aquele que esbraveja — igualzinho a nós —, que sentimos na pele as injustiças sociais, os desmandos, a inércia do atual governo, a ausência de políticas públicas efetivas para por fim à anarquia que se instalou no Brasil, com a conivência e o fomento lamentável desses comunistas.

O inconsciente é o autêntico “pau mandado”; aquele que não acompanha o desenrolar dos fatos; que não busca se informar; que se permite ao chamado “voto de cabresto”; que vota no candidato que o seu “líder” político lhe indicou! Ele “não está nem aí” para o país; navega pela orientação dos outros, não se importando se a nau vai afundar ou não! Podemos associá-los, com raríssima exceção, àqueles que estão empregados nas prefeituras das cidades de pequeno porte, principalmente, que, com medo de perder o emprego, age covardemente, se anulando como cidadão, assumindo o papel de vassalo, esquecendo-se completamente de que terá que arcar com as consequências da sua passividade tosca!

Por fim, temos o eleitor inconsequente, caracterizado por aquele que vota tão-somente pela sua ideologia político-partidária. Este é o tipo de eleitor mais difícil de se conviver! Ele é praticamente cego! Nada vê e nada ouve, a não ser aquilo que diz respeito ao seu partido! Se lhe mandarem matar, ele mata! São iguais aos muçulmanos radicais! Obedecem, a rigor, as diretrizes do partido, não “arredando o pé de nada”! Ele não se importa se a gestão do seu partido foi incompetente! Ele não se importa se o seu líder foi preso em razão de uma condenação! Para ele, o seu líder é um “santo”! Ele o quer, de toda forma, livre da prisão, já que esta foi — e sempre será — injusta! O seu líder é um perseguido político! Nada fez para se encontrar na cadeia! É um autêntico eleitor inconsequente, pois pouco se importa com o Brasil!

Desta forma, após a apresentação dos três tipos de eleitores da nossa nação, mais natural buscarmos a nossa identificação e a dos nossos amigos! Brincadeiras a parte, nunca é demais dizer da necessidade do voto consciente, pois o país atravessa um momento delicado! Só nos resta recorrer ao Alto, na busca de um resultado não favorável a nós, mas ao Brasil que há muito padece na “UTI”!