Sertão Hoje

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Colunistas

Dário Teixeira Cotrim

Membro da Academia Montes-clarense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. Também é ele o atual diretor da Biblioteca Pública de Montes Claros

VERMELÃO VERSUS VERDE-AMARELO

Pode ainda não ser o fim do Vermelhão Futebol Clube, o time do governo federal, mas acreditamos que estamos na prorrogação do segundo tempo do jogo. O Vermelhão que sempre levou vantagem no placar, agora passa por um engasgo, sem precedente, para barrar a Associação Esportiva Verde-amarelo, a equipe adversária do contra-ataque massacrante dentro das quatro linhas neste instante solene. Eles, os jogadores do Verde-amarelo, são os gênios da bola da vez, habilidosos, conscientes, responsáveis e, acima de tudo, competentes, certamente que a vitória será a recompensa necessária para abrilhantar com honradez e alegria os lances fantásticos no decorrer de cada jogada inteligente. Com o placar em desvantagem, no escrete do Vermelhão já existe jogador cuspindo, descaradamente, na cara dos adversários. Como ele já tinha o cartão da indisciplina, por isso mesmo levou para a coleção do impeachment o Troféu dos Alienados, ou dos desportistas sem esportiva.

Está expulso da partida. Bem feito!

Nota-se que, o primeiro tempo da partida aconteceu na Câmara dos Deputados com o resultado de 367 X 137 favorável a Associação Esportiva Verde-amarelo.

Estamos agora na contagem regressiva do segundo tempo. Cada momento é muito importante para que o Vermelhão possa reverter o placar dilatado da partida, o que não acreditamos que isso aconteça, haja vista que as pedaladas já foram o suficiente para decretar a sua derrota no campo das ideias. Notícias de última hora afirmam que está acontecendo,

neste exato momento, lá no vestuário do Planalto, uma reunião dos cartolas corruptos para apurar a irresponsabilidade técnica do Lula, técnico arranjado de última hora para remendar retalhos. Tudo isso mostra toda a fragilidade no comando do escrete. Outra verdade não existe senão a de apurar a culpada das pedaladas, que pode ter sido o Robinho. È verdade que na concentração realizada no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, a ordem do técnico barbudo era o famigerado MST invadir o gramado, incontinenti, caso o Vermelhão venha a ser derrotado pelo Verde-amarelo.

Prezados torcedores da Seleção Canarinho, o tempo corre apressadamente para o final da contenda. O ilustre juiz federal – Sergio Moro – apitará a falta das pedaladas, apontado o chute de misericórdia para o Supremo Tribunal Federal. Será um final de partida eletrizante! Nunca na história deste país aconteceu um desfecho político-esportivo com tamanha emoção para os milhões de brasileiros, sedentos de entretenimentos e graça divina. A equipe bola-murcha do Vermelhão, que sempre ganhou no grito ou atuando no campo do impedimento, esta vivendo horrores diante dos pênaltis cobrados pelos atletas do Verde-amarelo. A cada momento um grito: É GOOOOOL e a comemoração, nesta hora, abala as estruturas físicas das arquibancadas do Congresso

Nacional. É GOOOOOL...

Já sabemos por antecipação que a capitã Dilma Rousseff, frustrada com a derrotada eminente do Vermelhão, não passará a faixa de campeão para o craque-jaburu Michel Temer, capitão da equipe vencedora, por temer uma vexatória vaia na rampa do Planalto. Não tem problema, o importante é o clamor da população e, enquanto isso, o ludopédio vai alimentado os torcedores de mais esperança. Portanto, o escanteio será cobrado e o Temer cabeceará a pelota para fizer o gol da vitória.

Nesse instante, o ilustre Juiz Sérgio Moro apitará com a sua firmeza habitual, encerrando por definitivo o segundo tempo da partida no Senado Federal. Agora, a súmula do jogo registra uma substituição necessária. O bandeirinha levanta a placa que diz: saí o número 13 (Dilma Rousseff) e entra o número 15 (Michel Temer), enquanto isso, no placar eletrônico do senado, os torcedores visualizarão o resultado dos gols 54 X 27. E viva o Brasil!